Don’t you know it´s over?

Depois de sábado, mais ou menos às 10 horas, a prestigiada escola de negócios passará a ser conjugada no pretérito em minha vida. Dessas coisas que acabam e sobra o alívio de não ter aulas as segundas, terças e quartas (e muitas quintas) até as 22:30 da noite (sem falar em algumas sextas e sábados – esses dias completinhos na sua longuice). Mas ai todo término traz junto essa melancolia do fim: é mais um nunca mais na vida.

As coisas vão passando e deixando de ser sua realidade. Não estudo mais naquele colégio, não freqüento mais aquela universidade, não moro mais naquela cidade, não trabalho mais naquele lugar. Não vejo todos os dias meus amigos, não debato com meus professores, não divido apartamento com o Thiago ou com a Jenn, não tenho como colega o Mauricio. Ficam saudades de gente, essa coisa que existe porque a gente sabe que o mundo é muito grande e as chances de trombar de novo com as pessoas é baixa.

Meu único porém de mudanças é justamente esse eterno deixar pra trás aquilo que por determinado tempo foi seu principal ponto de apoio naquele lugar. Alguns finais são naturais, tipo esse de agora, ou formar no colégio, que a vida vai seguindo e você simplesmente abraça a mudança. Outros foram escolhas, como sair de um emprego ou ir embora de uma cidade (algumas vezes ações relacionadas) o que confere a tudo um peso bem maior.

Saber do fim é ter uma realidade sabendo que ela vai acabar. Vem com uma certa dose saudade antecipada.

Então, pois é. Tchau.

Contei pro cara da pós (de todos os apelidos, o mais genérico) que ele fez uma diferença enorme na minha vida: foi dele que partiu a mudança de brigona para a versão Alicinha paz e amor. Contei que ele me fez perceber que talvez (com certeza) eu era mesmo uma figurinha difícil de relacionar. E a culpa disso era só minha.

O cara da pós disse que eu melhorei muito sim (leia-se, hoje sou completamente adorável*) e que então ele merecia um prêmio por ter me tornado uma pessoa melhor (me poupado uma grana preta em terapia**).

Pfff. Maldito cara da pós. Das realidades, uma das quais sentirei mais saudades.

* interpretação minha, própria e livre.

** palavras dele, ipsi litteris.

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