Quem acredita sempre alcança?

É dever moral meu vir aqui e contar que chefe-mirim pediu demissão.

Após o rufar dos tambores e o soar das fanfarras, conto pra vocês que, na verdade, tenho pensando muito mesmo nela. Não porque tenha passado novos perrengues, não mesmo. Só que é bem ruim você estar indo pra cozinha, ver alguém sentado lá e simplesmente não entrar porque né, conviver com os monstros, não pratico.

Estou fazendo um curso e esse módulo foi sobre “mediação de conflitos” no qual tínhamos que dividir um conflito nosso (pois alguns dos conflitos foram escolhidos pelo grupo para serem trabalhados). Obviamente, escolhi esse sobre o qual vos falo. Meu conflito não foi escolhido por motivos de: ele mora dentro da minha cabeça. Tivemos nossas rusgas, brigas, discussões, enfrentamentos, disputas, fui embora chorando, fiz ela chorar e finalmente mudei de área. Daí existe há quase um ano essa vida de guerra-fria, de gente que não se resolve, mas também não quer se resolver.

E mesmo assim, um ano depois, eu lá contando ainda me deixou sem fôlego, agitada, mexendo muito as mãos e falando alto. E eu terminei o relato com “e eu só queria que ela deixasse de exitir”. Um ano depois e eu ainda reajo assim. É meio decepcionante. Sério. Cadê maturidade?

(a pessoa que chama outra de arqui-inimiga e por uma apelido que 80% das pessoas com quem eu convivo reconhecem querendo maturidade. SINCERAMENTE, ALICE).

Pensei, pensei, pensei. E percebi, finalmente, porque eu faço isso. Porque me prendo tanto nesse rancor gostoso sofrido. Acontece, e muito seriamente falo isso, que eu o fazia por ego, puro e simples. Pois é. Você pode pensar ai que sempre soube. Mas a realidade é que só agora percebi que quanto mais jogava chefe-mirim pra baixo, melhor eu me sentia. E o insucesso dela era um grande “aha, sempre soube, tá vendo?”. E uma auto-afirmação tremenda a cada nova pessoa que entrava na equipe e em poucos meses ia embora PORQUE NINGUÉM AGUENTA ESSE SER HUMANO!!!

Mas a realidade é que para largar esse azedume, devemos humanizar chefe-mirim. Ter 21 anos e ser posta em um cargo de chefia, não reconhecida por seus iguais, sem apoio de um RH, sofrendo preconceitos dos subordinados, pouco capacitada e quase nada experiente. Não foi fácil pra criança. Não foi.

Mas ai ela vai embora. Então acabou drama, acabou churumela .

Crescer, às vezes, não é um caminho tão linear.

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