Estamos, meu bem, por um triz

Meu maior medo, entre todos, é de, em algum momento, aceitar amor de menos. Que num medo de ficar sozinha p-a-r-as-e-m-p-r-e eu decida aceitar alguém que não seja pra mim. Ou alguém que me ame menos do que eu mereça ser amada (e reflita isso me tratando de maneiras que eu não mereça ser tratada), ou até mesmo que eu aceite estar com alguém que eu não ame (e reflita isso tendo uma vida completamente desprovida de amor).

Imagina passar a vida inteira com alguém porque ele “é bom o suficiente?”. Quem quer uma vida só de suficiente? Ou então a vida com alguém que é “bom pai”, se pai você já teve o seu. Ou a vida com alguém que paga as contas, sendo que você tem todo esse cérebro ai para prover pra si mesma? Não.

Tenho mais medo disso do que de, de fato, ficar sozinha para sempre. Porque né, a gente meio que se acostuma a dar conta de nós mesmas. Não há agressão maior do que aceitar e ficar num mantra de autoconvencimento que que amor é isso ai mesmo, menos. E que o resto é filme e livro. Não é, te juro. Pode ser que a vida não tenha Mr. Darcys parados na esquina, mas você se lembra daquela vez que seu coração tinha taquicardia só de ver aquela pessoa? A gente precisa de um amor que já tenha sido assim.

Se eu pudesse fazer uma coisa pelas mulheres que eu conheço, seria convencer a todas que a gente não merece amor de menos. Que a gente precisa ter um amor enorme, grande, por nós mesmas, forte o suficiente para queremos e desejarmos apenas a felicidade. Que ficar sozinha pode assustar, mas não assusta tanto quanto uma vida escondida atrás de alguém que representa o amor de menos.

O primeiro amor da gente tem que ser nós mesmas. E daí com tanto amor, sobra muito pouco espaço para qualquer amor de menos.

2 thoughts on “Estamos, meu bem, por um triz

  1. Não poderia concordar mais! Hoje em dia parece que os relacionamentos são superestimados. Óbvio que gostaria de um companheiro pra vida toda, mas pôxa vida, se não encontrar alguém “a altura” não vejo sentido em me contentar com “menos” só pra seguir o padrão estabelecido. Abaixo o medo da solidão! Só é aquele que não tem quem o ampare, e isso pode ser suprido por outros meios como amigos e família. Claro que em algum momento vai bater aquela tristeza de não ter alguém “seguindo junto”, mas não acho que compense enganar a si mesmo de que aquilo ali era o que você queria.

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