People are gonna ask, ‘is it brilliant or plain?

Num ataque nostálgico peguei o início desse blog para ler. O ano era 2007 e eu morava em DC. Tinha recém sido efetivada pós estágio em uma organização internacional e era, com base nas minhas leituras, uma completa retardada.

Esse blog – longo blog – é um verdadeiro memorial dos meus 20 anos. Em seis anos e meio venho descrevendo todo tipo de idiotice (e coisas importantes também) que me acontece, fielmente, sem nenhum compromisso literário ou linguístico. Basta um clique numa data qualquer que existe uma verdadeira viagem ao tempo. Épocas apaixonadas, épocas em crise, épocas esperançosas. Épocas minhas. Épocas nossas.

Não sei se você, caro leitor imaginário, já parou para analisar seus últimos seis anos e meio. Quem era você em agosto de 2007? E em outubro de 2009? Março de 2011? Junho de 2013? Eu posso lê-los inteirinhos. Lê-los, tê-los, senti-los. Posso ler o registro de uma conversa telefônica e saber exatamente quão tola eu estava sendo. Posso ver meus medos e esperanças e saber que foram em vão (ou deu tudo muito certo ou exatamente errado – raramente conforme o previsto). No fim das contas, tudo aqui, cada letra, cada post, tão meu, valeu extremamente a pena. Mesmo os retardados que pareciam mais terem sido escritos por alguém de 17 anos do que por uma moça responsável de 22 anos – e 23, 24, 25, 26, 27, 28… (pffffff).

E sim. Essa nostalgia toda é pelos 29 que se aproximam (e subsequente, e mais assustador, os 30). Ai, Céus. 

 

 

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