Eu me atrapalho sempre

Confissão: fugi da terapia.

Na época mais fudida, ferrada, perdida e atribulada do ano, essa na qual fiquei de cama por dores imaginárias, segurei choros e surtos por dores reais, fiquei sem sair de casa por preguiça da vida e estou aqui aos trancos e barrancos tentando superar.

Nessa fase, exatamente nesse momento sombrio, comum na vida de qualquer pessoa com tendência a oscilação de humor e mais comum ainda na vida de quem sente um pouquinho demais… estou há mais de mês sem ver a senhora minha psicóloga. No período em questão me autodiagnostiquei – sempre erroneamente – com depressão, diabetes, pressão alta, obesidade mórbida, tendência ao suicídio, completamente quebrada – financeiramente e moralmente, desemprego, desamparo, injustiçada, coitada, solteira para sempre, infeliz até que diga chega, futura vizinha louca que mora com a mãe idosa e 18 gatos.

Nesse período *TOP* ainda tive o comportamento mais imbecil de todos os tempos: a terapeuta ligava e eu não atendia. Até que ela apelou e mandou um email perguntando se meu telefone tava quebrado e perguntando se eu queria ir lá num sábado.

Eu disse que ia. Mas desmarquei, minutos antes. Depois, na semana seguinte, disse que ia de novo, mas desmarquei na noite anterior por causa de uma visita de uma amiga (mas durante o horário da sessão estava sentadinha na minha cama assistindo, vagarosamente, o tempo passar até dar a hora de ver a amiga). Ai ai.

Não tá nada fácil ser responsável pela minha saúde mental.

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