tipo de gente que me add no linkedin

Olas Alice boa tarde!! Muito prazer meu nome é *** sou presidente *** espirita e membro da ***. Seja bem vinda e parabéns pois observando sua foto vi que tem uma aura iluminada uma energia forte em volta de ti isso classificamos de sensibilidade e emotividade evolutiva ou seja assim chamamos de mediunidade aflorada, mas posso lhe dar uma dica querida? Olhe com mais carinho e atenção seu lado espiritual ok. Abraços fraternos e deste ja meu agradecimento por me add em sua rede de contatos.

DECISÃO DO DIA: PARAR DE ACEITAR AS PESSOAS QUE ME ADD NESSA TÃO SINGULAR REDE.

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we won’t get on

Embora seja tabu, quando inevitavelmente o tema chega, ela me ecoa. E faz isso sem nem jamais me escutar. Essa sintonia, que existe em tudo, não é surpresa. Nós somos partes iguais dos mesmos pais, da mesma educação, dos mesmos colégios, dos mesmos livros. Compartilhamos bem mais que o cabelo cacheado e o amor por Pride and Prejudice. Somos bem mais do que ficar deitadas na cama vendo Buzzfeed e concordando que amamos bichinhos.

Toda filha única que eu conheço queria ter irmão. Eu tenho. Tenho irmã que nunca me deixou brincar sozinha. Tenho irmã que nunca me deixou sozinha. Eu nunca fui sozinha. Tenho irmã de brigar e berrar até o prédio inteiro escutar. Eu te odeio. Tenho irmã cujo o choro, de tão desesperado, já me partiu o coração. Eu te amo. Tenho irmã de ir pra balada junto. Tenho irmã de eu odiar o namorado e torcer pro fim, quietinha. Eu tenho irmã de compartilhar amigo. Isso porque nós somos amigas.

Mas eu também tenho na minha casa, no quarto ao lado, a pessoa mais cruel do universo. Minha maior inimiga. Uma pessoa que registra mentalmente todas as minhas falhas. Que entra nas minhas brigas para me acusar. Que me vê errada, sempre. E cuja parcialidade sobre si mesma é absurda. Que sabe o que é dividir banheiro comigo e sabe quantas cozinhas a mais que eu que ela arrumou na última semana. Que vira na frente do namorado e diz que odeia morar comigo.

No quanto ao lado, tenho alguém que fica com o namorado às cinco da manhã, embora a parede seja fina, mas quando eu fico até tarde no telefone, reclama que eu não a deixo dormir. Alguém que me joga na cara, com crueldade, meus piores momentos. Ou com inveja, não sei, porque na cabeça dela os seus piores momentos parecerem piores. Alguém, que no final das contas, embora crescida igual, embora me ecoando a vida inteira, não tem os mesmos valores que eu. Alguém que é meu principal motivo para eu querer ir embora.

Eu guardei o seu lugar

Não falo com meu pai desde o fim do ano passado e tenho lá minhas razões muito razoáveis e sérias. Mais ou menos em janeiro, já passado um Natal sem contato, meu telefone tocou às 11 da noite e eu não atendi. Fiquei os próximos cinco minutos com uma ansiedade meio louca preocupada de o velho ter tido um piripaque e liguei de volta. Ele, já há mais de mês sem falar comigo, disse que tinha sido sem querer. E desligou.

E é por isso que se passaram tantos meses e eu ainda não voltei a falar com o meu pai. Porque, a todos os efeitos, mais parece que ele não liga. Não se fode. Não se importa. Não. Porém, nesse ano, a mãe de uma amiga e o pai de outra morreram. E fica esse medo grande de ter pouco tempo e sobrar depois muito arrependimento para o meu coração, que é tão pequeno.

Então decido que vou voltar a falar com ele. Enquanto isso, meu amor próprio sapateia numa birra dizendo: não, não vai. Não vai que ele não te merece. Não vai porque você não precisa. Não vai que você é maior que isso. Não vai que você já é crescida. Não vai.

Mas eu vou. Eu vou porque as minhas dores mais doídas, minhas raivas mais sentidas e meus maiores medos foram todos por ele. Pra ele. Sem ele.

Não tenho nenhuma ilusão que meu pai vá mudar de personalidade e se tornar magicamente o pai do ano. Muito pelo contrário, a tendência é negativa. Mas é muito difícil olhar todo dia pro espelho e ver essa boca que é tão dele. E olhar para essa assinatura de email e ter ali um sobrenome que é tão dele. E saber que eu sou tão dele. Então eu vou.

Finalmente, por mim, não por ele.

Vos ya te interastes

Começo um grande discurso sobre o feminismo, explico como não é o oposto de machismo, dou exemplos infinitos e digo que me ofendo quando meu chefe me chama de bonita (melhor seria que ele dissesse que gosta de trabalhar comigo porque sou foda). Discuto sobre futebol, explico a rivalidade contra a Argentina, dou razões políticas criadas durante a ditadura e razões emocionais para que meu coração JAMÁS se dobre em uma torcida pelos hermanos quando o assunto é futebol. Eu disse discuto? Eu fico hooooooooras falando disso até que me diga que não vai mais conversar porque os argumentos que passaria a usar seriam ofensivos e não quer que eu fique brava.

– É o meu jeitinho, digo para mim mesma.

E no fim só me convenço que é necessária muitíssima paciência.

Talvez minha mãe esteja certa de pedir para a noiva colocar meu nome, com muita fé, na barra do vestido. No que depender de mim, então, pois é…

Espere baby não desespere

espere baby não desespere
não me venha com propostas tão fora de propósito
não acene com planos mirabolantes mas tão distantes

espere baby não desespere
vamos tomar mais um e falar sobre os mistérios
da lua vaga
dylan na vitrola dedo nas teclas
canto invento enquanto o vento marasma

espere baby não desespere
temos um quarto uma eletrola uma cartola
vamos puxar um coelho um baralho
e um castelo de cartas
vamos viver o tempo esquecido do mago merlin
vamos montar o espelho partido da vida como ela é

espere baby não desespere
a lagoa há de secar
e nós não ficaremos mais a ver navios
e nós não ficaremos mais a roer o fio da vida
e nós não ficaremos mais a temer a asa negra do fim

espere baby não desespere
porque nesse dia soprará o vento da ventura
porque nesse dia chegará a roda da fortuna
porque nesse dia se ouvirá o canto do amor
e meu dedo não mais ferirá o silêncio da noite
com estampidos perdidos

Chacal

O mundo quando hostil

A vida depois de ser saco de pancadas não é muito fácil, como o Brasil bem sente hoje. Você acorda meio ressaqueada sem saber muito bem até que vem à memória a razão daquela tristeza. Pois é, amigo. Às vezes no dia anterior você foi demitido, às vezes alguém que você ama morreu, às vezes um namoro acabou e tem às vezes, infinitamente mais fúteis, que você foi eliminado do campeonato (mas eu juro, dói também).

Mas essas coisas passam. O coração amansa. Demora, mas vem.  Tem mesmo que chorar um pouquinho. Tem mesmo que chorar um montão. Tem que treinar o cérebro para não ir ao ponto. Tem que sofrer com o cérebro masoquista filho de uma puta que fica repassando a dor. Tem que se distrair. Tem que evitar certas coisas.

Mas essas coisas passam. O coração amansa. Demora, mas vem. A gente vai se distraindo. A gente encontra paz na dor. A gente descobre depois da dor, amor. A gente aprende com os erros. A gente supera umas coisas. A gente sai calejado, com machucado e cicatriz. Mas saí.

Um dia, anos depois, pode ser que você olhe para trás e agradeça esse momento. Agradeço ao 6×1 contra meus rivais, meu Deus do Céu. Depois veio a Libertadores. Agradeço pela minha chefe bem chata ter me feito decidir ir embora da gringolândia. Hoje trabalho com coisas que eu realmente gosto e acredito. Agradeço ao fato de ele ter dito que a omissão não era mentira e eu ter decidido que aquilo ali era mais vergonhoso que um 7×1 na semifinal contra a Alemanha. Hoje eu gosto bem mais de mim do que de qualquer cara. Agradeço a todos os momentos na merda. Mesmo.

Todos foram pontos de mudança. Alegria acontece, tristeza te permite escolher.

Ser eu e aceitar você

Ontem o Tumblr me mandou um email dizendo que o “365 Nãos completou 2 anos hoje!”. A celebração em questão é de um tumblr, que atualizei por 33 míseros posts, em que me propunha levantar 365 razões porque eu não pegaria alguém (auto evidente o fato de eu ser muito retardada, e obviamente, não pegar ninguém?).

As razões listadas são das mais óbvias às mais esdruxulas (e todas minhas): regata na balada, unha do mindinho grande pra tocar violão, abadá, colar de coquinho, faz mapa astral, nasceu depois de 1990 e por ai segue. Depois de vivenciar o processo de me dar ao trabalho de fazer tão EXTENSA lista (afinal 33 já é muito, e todas embasadas na realidade), me dei conta que a quantidade de nãos é indiretamente proporcional à frequência dos sim, e obviamente, larguei de mão tão criativo tumblr. Porém é que, na realidade, sou mesmo muito ruim de dizer sim.

Pois é. Não sei como passou, mas sei que há 3 anos atrás alguém me disse que quando eu namorasse ela soltaria fogos de artificio e até hoje esperamos por tão primoroso e formoso dia. Arranjo razões infinitas para nãos esplendorosos e altamente racionais, porque né, a capa do facebook dele é com uma viagem com a vó e as tias, coisa boa não deve ser. E ai, numa auto sabotagem das boas, longuíssima, até mesmo quando me auto convenço que sim, perco o timming e bom, sozinha para semprelararárará…

Todo esse raciocínio é para expor que me encontro em uma situação exatamente essa: listando os nãos. São muitos. Tão aqui, me corroendo, me matando. Mas também já conto com o com alguma maturidade (embora exposta de maneira tão imatura via blog) para saber que quando faço isso é AQUELA autosabotagem.

Enfim. Sou eu x eu mesma. Todavia no sé que haré.

 

 

 

ps: só queria deixar posto que percebi que separei sujeito do verbo com vírgula e já arrumei. :p