Você já não gosta (mais) de mim

Aquele cara que eu fui meio a fim durante metade da faculdade e sempre filho da putamente me administrou, num morde e assopra interminável de anos.Esse por quem eu perdia o sono ansiosa porque ia encontrar e depois levava um bolo, já arrumada, com uma sms avisando 15 minutos antes que não ia rolar. Ainda assim, aquele cara que foi uma das poucas pessoas a me visitar quando eu morava em terras gringas. Aquele cara que todo aniversário me deseja mais ele na vida.

Esse cara.

Sábado eu vi esse cara.

Para minha sorte, eu vi esse cara no toda arrumada, toda maquiada, toda montada no salto. Eu totalmente por cima. E ele me tratou com total desinteresse. Não. Nessa altura do campeonato eu não esperava que ele se apaixonasse subitamente por mim ou tivesse uma crise de arrependimento MASCOMOÉQUEUDEIXEIPASSARFORMOSURADESSAS, eu não queria nada disso. Só que eu esperava um pouco mais de… memória afetiva. 

Esse “desinteresse” geral pelo passado – sendo eu o passado – me deixa deveras frustrada. Eu, quem mais eu, tão importante na sua história (na verdade, você, quem mais que você, tão importante na minha), age ai como se não fosse nada. Como se eu não fosse nada.  

Mas enfim, a pegada foi fingir ser gente grande, empinar o nariz e dançar sozinha na pista de dança. Talvez aos 29 eu seja um pouquinho mais inteligente que aos 21. Mas ó, os drama de rejeição seguem tudo aí.

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