Ya no soy yo?

Uma amiga se casou.

– Meus parabéns, Sra. “sobrenome do marido” – disse a outra.

E meu corpo estremece com mil calafrios.Me assusta quão fácil a gente brinca de ser machista.

Eu tenho um medo muito grande de ser sozinha. Mas tenho um medo maior ainda (e já falei disso aqui), de ter alguém mas não amar ou não ser amada – e daí preferiria ser só. Agora adiciono outro medo: deixar de ser eu por meio do amor.Sabe essa gente que se anula quando ama? Não quero ser. Uma coisa é mudar de sonhos juntos, fazendo novos. Fazendo nossos. Outra coisa é sonhar o sonho do outro. 

Daí justamente quando eu tava tendo ainda mais calafrios infinitos por outra amiga que meteu “agora tem que jantar todo dia na mesa”, li numa chamada prum post do lugar de mulher, melhor lugar da internet atual, uma coisa que queria mandar para as minhas amigas: a importância de buscar o protagonismo de sua própria vida – em vez de ser coadjuvante da vida de seu homem.

Talvez o meu medo maior não seja não ser amada, nem demais ou nem de menos. Mas não amar a mim mesma.

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