Meet my father

Não sei se foram duas semanas ou seis meses, mas eu tinha uma rotina. Como ele me ligava todo final de domingo para saber como tinha sido a rodada do campeonato brasileiro, eu me preparava.

Despertava os domingos lendo os cadernos de esporte de três jornais para me inteirar dos jogos do sábado.  E daí começava uma jornada de acompanhar toda a programação esportiva da televisão e rádio, fazendo inclusive anotações do que achasse importante e atualizando a tabela do campeonato na mão mesmo, isso em épocas que a internet não era tão de fácil acesso assim.

Fazia 5 dias que eu ligava quase que diariamente pro meu pai, tentando agendar um horário para um conversa que eu me devo há tempos. Me enrola horrores. Não tem tempo nunca. Não liga de volta jamais. Me deu um bolo sexta-feira. Ontem a noite o telefone tocou para “dizer que lembrou que tinha esquecido”. Mas na verdade queria saber a quantas andava o jogo do Galo.

Agora que sou um pouquinho maior (tipo quase 20 anos), já me dou conta. And it breaks my heart.

(Jorge Ben diz numa canção que ama a Teresa e depois, mas bem depois, vem o Flamengo. Tá na listinha das juras de amor mais lindas do mundo).

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