My philosophy of acceptance of other people is…

Em dias de eleições (inferno na terra), uma amiga assumiu uma postura bem ativa anti Aécio. Postura essa que faz todo sentido, já que a mesma é jornalista. Postura essa que a fez fazer campanha para Dilma e, quando da vitória da mesma, foi pra rua virar a noite comemorando.

Eu, como eu já disse aqui, resolvi anular meu voto, coisa que um montão de gente acha errado e eu construí argumentos suficientes para acreditar que não. Uma vez “neutra”, comecei a me achar a rainha da cocada preta e julgadora de tudo e de todos. Sim, a imparcialidade me subiu a cabeça e de repente me vi fazendo campanha contra os dois candidatos (e me irritando com as campanhas de ambos lados, Jesus, como fomos todos absurdos nessas eleições presidenciais de 2014).

Em dado momento, a amiga do primeiro parágrafo foi no grupo de whatsapp dos amigos em comum e começou a fazer campanha pró Dilma e chamar o Aécio de “neo-Collor”, coisa que a cientistazinha política em mim (afinal, política I, II e III, sistemas políticos e história do Brasil foram conteúdos da minha graduação) não aguentou.

Fui toda boazinha (“a neutra”), explicar que os crimes de corrupção do governo Collor não foram mais graves que os que ocorreram nos governos subsequentes. E que o impeachment só rolou porque ele não tinha governabilidade (quer dizer, não tinha maioria no Congresso!!!). Logo, “Collor” não deveria ser xingo no sentido que ela queria dizer (eu sei, eu me excedo na chatice muitas vezes).

Minha amiga, uma fofa, disse que ali não era espaço de debate e não estava interessada na minha opinião.

Ofendidérrima (cê pode e eu não???), tive que me controlar para não começar uma discussão, aí sim de verdade, sobre uma certa postura incoerente de uma determinada pessoa… e considerei por uns 15 minutos votar no Aécio SÓ PARA anular o voto dela (imagina o NÍVEL de rancor do ser humano). Mas só abri um chats paralelos e comentei o absurdo ocorrido com outras coleguinhas, para reduzir meu HORROR, e na urna mesmo meti meu “00” “crítico”.

Passada às eleições, a amiguinha em questão colocou feliz e contente em redes sociais, e também numa conversa de bar na qual eu estava presente, que sobreviveu ao período eleitoral sem brigar e nem discutir com ninguém. Minha vontade foi dizer que OLHA, não foi por você, viu. Foi devido a um controle máster ultra zen que o resto da população mundial, encabeçado por mim, exerceu. Aúuuuunnnnnnnnnnnnnnnnnnnn (trabalho de meditação)

One thought on “My philosophy of acceptance of other people is…

  1. minha mãe parou de falar comigo depois de uma discussão que tivemos no grupo da família no whataspp porque eu disse que não ia votar no mesmo candidato que ela.

    a que ponto chegamos, não é mesmo?!

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