Lets pick up the pieces of the mess I made

No sábado eu torci o pé enquanto eu descia uma escada com uma bandeja de salgadinhos. Tentei salvar o máximo de coxinhas possível, mas algumas infelizmente foram para o chão. Tinha na mesma noite uma despedida de solteira, então comecei uma operação de guerra para tentar salvar o pé. Sentei dentro da casa com uma bolsinha de gelo e a Lalá ficou me fazendo cia, até que meus outros amigos se sentiram culpados e foram ficar lá dentro comigo (uns amores, todos). Na despedida cheguei falando que não ia sair para dançar depois, mas uma dose de tequila me convenceu do contrário e de repente eis eu lá de noivinha dançando (mas com cuidado, juro). No dia seguinte fiquei fazendo compressa de gelo e hoje tô no mesmo esquema , em home office.

Acontece que quarta-feira tem decisão de Copa do Brasil e meu plano era assistir no estádio (do telão, por 20 reais, e não ao vivo, por 500!!!) e depois virar a noite comemorando (se o time contribuir com meus planos). Acho que esse plano miou.

Além disso, tem o casamento na sexta, que meu plano é divar muito e dançar a noite inteira. E no sábado eu tenho um show. Isso mesmo. Meu pé é necessaríssimo. Esses planos não podem falhar.

Então por favor, rezai pela Nossa Senhora dos Tornozelos. Grata.

Kaleidoscope of loud heartbeats

Tava contando um caso sobre uma colega de trabalho e os perrengue da vida dela. Daí ele diz: “tá vendo? Talvez seja melhor ser como eu e não conversar com ninguém, daí ninguém conta esses dramas desnecessários que te impressionam”.

Eu reajo e digo “somos diferentes, e talvez por eu ser como eu sou e você como você é, sejamos tanto”.

Ao invés de responder que eu sou fofa (óun), ele diz:

– De onde você tira essas coisas? Você anda com um caderno de frases bonitas e tira quando convém?

I’m dancing on my own

Não sei se vocês sabem (ou se parece, já que aqui me exponho como LOCA), mas eu mexo com coaching. É uma atividade paralela e altamente gratificante que exerço depois do expediente.

Há mais ou menos um ano e meio eu tava num bar com uma colega de trabalho e conversamos que tínhamos feito formações na área (separadamente) e que tínhamos muita vontade de meter as caras e tentar. Juntas tudo parece mais fácil e empolgadas contratamos uma designer para fazer uma marca e cartão. Criamos um facebook e bom, esperamos ansiosamente pela chegada de clientes (que nunca vieram).

Acontece que o universo não traz clientes para você só porque sua logo é bonitinha e você existe na internet. Aposto que todo mundo lendo isso daí pensa “duh, óbvio”, mas eu juro que eu pensei que ia ser mais fácil e  ~orgânico~. Daí por meio de amigos e conhecidos e grupos e essas coisas de networking foram aparecendo uns clientes aqui e outros ali, e de repente até a internet começou a trazer gente (o rio corre pro mar).

A Nina avisou que não ia rolar seguir no coaching, tava trabalhando muito longe (tinha mudado de emprego), morando muito longe (tinha casado) e profissionalmente não se sentia confiante o suficiente para atuar como coach.

Eu resolvi que ia seguir sozinha mesmo, apesar do nome da Nina seguir nas coisas (vai que ela volta?). Já tive um punhado de clientes nessa vida, todos processos lindos ~oun~ e que também me ajudaram bem a pagar as contas. Hoje tenho 3 processos abertos e tá tudo bem. Eu tô feliz e eles tão crescendo nas escolhas. É assim que tem que ser.

Tem vez que eu olho para a internet e até penso em pagar o google e o facebook para eu aparecer mais nas buscas, mas daí fico com medo de não conseguir atender a demanda. Só que eis que em 3 dias recebi 15 curtidas na página. Aleatórias, sem origem específica, do nada. 15 parece pouco para esse povo da internê, mas pensa, os prévios 160 eram quase todos família, amigo, colega… :p

E agora eu me pergunto? De onde vieram? O que querem? Onde vivem? O que comem? Nessa sexta, no Globo Repórter. Tô quase mandando mensagem e perguntando qualéqueé.

It has been waiting for you

Mandei uma carta tem mais de um mês, mas a danada ainda não chegou no destino. Inventei de mandar registrada achando que o fato de eu conseguir “monitorar” pelo site dos Correios ia aumentar a segurança no processo, sem saber que seria justamente a necessidade de assinatura do destinatário o impedidor da leitura das minhas numerosas palavras (foram seis páginas, sem contar os versos).

Uma vez da ausência do destinatário em casa para receber, fica sendo obrigação do mesmo busca-la nos Correios, o que aparentemente é tarefa impossível e impeditiva para o meu muy ocupado receptor. Semana passada, quando ainda não sabia se a carta tinha chegado ou sido perdida (e não que residia em paz em uma agência dos Correios na espera de quem talvez nunca venha), ele veio com um papo de terminar comigo. E eu:

– Chegou a carta? Porque isso parece resposta.

Em poucas horas já tinha des-terminado, tudo sozinho, porque eu decidi que NUNCA MAIS NESSA MINHA VIDINHA (ou enquanto me manter uma pessoa digna) vou implorar por amor. Mas enfim, término não efetivado, a carta misteriosa continua nos correios.

E daí acho que parte da resistência de ir buscar a carta é medinho dela ser motivo para outro? (potencial) término.

Na realidade só tá escrito que eu queria fazer planos com ele. É carta de amor. Planos de vdd. Planos de futuro. Não essa coisa de “bora ver qualéqueé”.  E pergunto se ele queria fazer planos comigo, afinal de contas. O que pode ser fim também é MUITO começo.

Ah, só para vocês saberem: a mãe dele já sabe de mim. Habemus sogram. :p

Let’s flow, let’s glide

Houve um momento enquanto eu morava na gringa que eu achei que fosse ficar para sempre por lá. Ia casar com o Brian (na minha imaginação era ele, mas se pá podia ser qualquer outro gringo), ter um punhado de filhos imaginários e cachorrinhos imaginários também, vivendo um suposto e entediante american dream.

Não sei dizer, já tantos anos depois, em qual momento exato o “sonho” ruiu e a única coisa que eu passei querer foi falar português todo dia, mas tenho certeza que foi bem orgânico, enquanto eu xingava mentalmente minha chefe, e o fim do sonho nem doeu.

A gente deixa de sonhar muitos sonhos sem nem perceber e aprende a sonhar muitos outros, às vezes com alguma dor. Quando eu parei de sonhar minha vida “americana”, foi assim. A parte mais difícil foi achar outro sonho para sonhar.

Às vezes os sonhos são plano, outras vezes intenção ou então, quando é mais lindo, um propósito de vida. Hoje, com quase 30 (glup!), eu não consigo nomear meus sonhos com tanta facilidade, e eles são mais uma intenção de sensação de plenitude, paz e felicidade. Sem muito propósito de salvar o mundo.

E é isso que hoje eu quero ser quando crescer: plena, em paz e feliz. (se eu conseguir salvar uma partezinha do mundo in between, já me dou por mais que satisfeita).

Serei o que sobrar de mim

Meu computador quebrou e eu não tenho forças (R$ R$ R$) para mandar arruma-lo, então ultimamente tenho trazido meu laptop do trabalho para passear comigo em casa nos finais de semana. O problema é que outlook assim tão clicável no painel abaixo, tão perto do chrome, me fez virar uma workaholic. E é clicar no email e descobrir um mundo infindável de respostas que precisam ser dadas e aqui de casa é tão fácil concentrar porque é tão silencioso e ninguém me interrompe e não tem reunião…

Essa areia movediça que o trabalho vira me prende e quando eu vejo eu passei uma manhã todinha resolvendo problema de Recife ao invés de escutar no youtube músicas do Marcelo Jeneci, o que era minha intenção inical, afinal de contas.

Nunca na vida achei que tivesse potencial de ser essa gente que confunde vida com trabalho, mas ó nós aqui.

Get your act together we could be just fine

Dia desses descobri que uma colega de trabalho me deletou das redes sociais. Faz poucos meses e tava na casa dela tomando vinho e agora ela não é mais minha amiga no Facebook, esse tipo de drama insuportavelmente infantil. Eu até cheguei a ensaiar (por longas horas, serei sincera) uma mega análise de causas para tamanha reação e fiquei ressentida por uma noite todinha, até que no dia seguinte acordei com uma grande sensação de foda-se.

Eu me recuso a entrar num loop de competição entre mulheres (PORQUE SENHOR, POR QUÊ?) com movimentos de quinta-série B (aposto que as meninas de 11 anos de idade hoje se dão unfollow em instagram e etcs) e me ver tendo relações de disputa com qualquer pessoa. Ainda mais com alguém que eu tenho que ver todo dia e trabalhar junto de vez me sempre.

A vida pode ter tantos dramas verdadeiros e que te fodem de verdade que não vejo porque complicar o que podia ser só um “bom dia” de manhã cedo e um pedido de ajuda para entender um orçamento.