Let’s flow, let’s glide

Houve um momento enquanto eu morava na gringa que eu achei que fosse ficar para sempre por lá. Ia casar com o Brian (na minha imaginação era ele, mas se pá podia ser qualquer outro gringo), ter um punhado de filhos imaginários e cachorrinhos imaginários também, vivendo um suposto e entediante american dream.

Não sei dizer, já tantos anos depois, em qual momento exato o “sonho” ruiu e a única coisa que eu passei querer foi falar português todo dia, mas tenho certeza que foi bem orgânico, enquanto eu xingava mentalmente minha chefe, e o fim do sonho nem doeu.

A gente deixa de sonhar muitos sonhos sem nem perceber e aprende a sonhar muitos outros, às vezes com alguma dor. Quando eu parei de sonhar minha vida “americana”, foi assim. A parte mais difícil foi achar outro sonho para sonhar.

Às vezes os sonhos são plano, outras vezes intenção ou então, quando é mais lindo, um propósito de vida. Hoje, com quase 30 (glup!), eu não consigo nomear meus sonhos com tanta facilidade, e eles são mais uma intenção de sensação de plenitude, paz e felicidade. Sem muito propósito de salvar o mundo.

E é isso que hoje eu quero ser quando crescer: plena, em paz e feliz. (se eu conseguir salvar uma partezinha do mundo in between, já me dou por mais que satisfeita).

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