It has been waiting for you

Mandei uma carta tem mais de um mês, mas a danada ainda não chegou no destino. Inventei de mandar registrada achando que o fato de eu conseguir “monitorar” pelo site dos Correios ia aumentar a segurança no processo, sem saber que seria justamente a necessidade de assinatura do destinatário o impedidor da leitura das minhas numerosas palavras (foram seis páginas, sem contar os versos).

Uma vez da ausência do destinatário em casa para receber, fica sendo obrigação do mesmo busca-la nos Correios, o que aparentemente é tarefa impossível e impeditiva para o meu muy ocupado receptor. Semana passada, quando ainda não sabia se a carta tinha chegado ou sido perdida (e não que residia em paz em uma agência dos Correios na espera de quem talvez nunca venha), ele veio com um papo de terminar comigo. E eu:

– Chegou a carta? Porque isso parece resposta.

Em poucas horas já tinha des-terminado, tudo sozinho, porque eu decidi que NUNCA MAIS NESSA MINHA VIDINHA (ou enquanto me manter uma pessoa digna) vou implorar por amor. Mas enfim, término não efetivado, a carta misteriosa continua nos correios.

E daí acho que parte da resistência de ir buscar a carta é medinho dela ser motivo para outro? (potencial) término.

Na realidade só tá escrito que eu queria fazer planos com ele. É carta de amor. Planos de vdd. Planos de futuro. Não essa coisa de “bora ver qualéqueé”.  E pergunto se ele queria fazer planos comigo, afinal de contas. O que pode ser fim também é MUITO começo.

Ah, só para vocês saberem: a mãe dele já sabe de mim. Habemus sogram. :p

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