Magic and madness

Eu sei que está nevando no blog. Esse blog neva em dezembro. É um fato dele. Fica chato de ler, coisa e tal. Mas vem com o final do ano e eu gosto disso. Marcos de passagem.  A nevezinha do blog mostra que mais um ano passou. E acho que esse ano eu cresci de verdade (também pudera, quase 30 nas costas).

Ele leu a carta, a tal da carta escrita em um distante outubro. Um mês inteiro para ler uma bendita de uma carta, como é que pode. Leu na madrugada de terça-feira. Disse que não tinha resposta e eu fiquei meio com medo. Depois eu percebi que a gente vive a resposta e quem tem medo é ele. Tem medo de tudo ser maior do que a gente possa controlar. A gente tem construído esse amor todo diferente, de longe, mas tão perto. Ele tem na carteira um pedacinho de papel com um verso do Leminski que eu tinha escrito e ele catou, em setembro.

foi tudo muito súbito
tudo muito susto
tudo assim como a resposta
fica quando chega a pergunta

esse isso meio assunto
que é quando a gente está longe
e continua junto

Eu nem sabia, mas Leminski tarrá lá para dizer que as coisas são porque tem que ser. Até futurologia esse meu poeta favorito pratica.

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