Não o suficiente

Dia desses dei uma entrevista no rádio. Foi uma coisa mínima, de 5 minutos de duração em que eu divulgava um projeto que eu gerencio, e o entrevistador não me deixou falar. Quando tava indo pra rádio avisei minha mãe e o namorado, e minha mãe deixou a hora do programa passar, distraída, enquanto o namorado, demostrando o compromisso necessário, ouviu minha mini-exposição. Quando saí da transmissão, ele me perguntou por mensagem:

– O que aconteceu que você mal falou?

No trabalho todo mundo foi muito legal, xingando o locutor que não me deixava falar e dizendo que a minha voz, veja bem, essa mesmo de criança/taquara rachada, ficou muito bonita no rádio.

O diretor pediu o áudio, mas a rádio disse que tinha dado problema no sistema bem naquele dia (desculpa padrão ou razão real, nunca saberemos), e eu fiquei bem aliviada de meus superiores (e eu mesmo, numa auto-vergonha-alheia – aquilo que eu não queria que tivesse sido eu) não poderem me escutar durante muito poucos minutos.

À noite, assim, sem muito esforço ou contando nada muito complexo, anunciei em um grupo de whats app de amigos um “dei uma entrevista na rádio hoje”. Fui sumariamente ignorada.

Minha vida pública é um fracasso.

(mentira, a mãe de uma amiga ouviu o programa e ligou pra ela pra contar que tinha ouvido meu nome  na rádio. A amiga me ligou para dar parabéns).

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