Não quero mais ficar aqui

Meu corpo, que grita por férias (11 dias!!!), resolveu reagir mais ativamente no protesto. Placa bacteriana gigante instalada na garganta, tenho antibiótico receitado para os próximos 7 dias, sendo assim prevista a cura para antes das férias. Na semana passada, culminando os dias terríveis que tenho vivido, tive uma crise de choro (em casa, juro) após 13 horas de trabalho (ê lerê) quando o diretor gritou num jantar que eu organizei que “NÃO TEM OPÇÕES VEGETARIANAS SUFICIENTES” e eu (trouxa) fui lá dizer que eram duas entre seis, ele me disse que “vou te ensinar a organizar um evento” (como se meu trabalho fosse organizar eventos, diga-se de passagem).

Chorei de raiva, de cansaço e pelo desrespeito. Chorei porque meus pais não gritam comigo, ainda mais em público. Aliás, esse senhor está grandemente precisando aprender que não se grita com as pessoas em público (com ênfase no NÃO SE GRITA COM AS PESSOAS). Enfim, chorado as lágrimas mil sofridas da injustiça e sofreguidão e não sei lá mais quantas, levantei no dia seguinte e trabalhei horrores no outro dia fiz a mesma coisa. E tá aqui minha garganta revolta contra tudo.

Ok, garganta, ok. Já entendi.

Missão nº1 das férias: achar coragem para dizer para o chefe gritão que isso é assédio moral. Mas de maneira fofa e que não o faça me demitir. ¯\_(ツ)_/¯ (porque apesar de tudo, gosto do meu trabalho e AINDA quero ficar nele).

agora aguenta, coração (contagem regressiva, 17 dias)

Não sei se rola com vocês também, mas estou passando por um inferno astral pré-férias. É que as benditas não existem na minha vida desde dezembro de 2013, e nesses longos um ano e quatro meses que eu não paro para respirar, o tempo mais difícil tá sendo extamente esse, de agora. Desde março eu já fiz toda a prestação de contas do segundo ano do projetão (operacional e financeiro), iniciei o próximo ano do mesmo, comecei a rodar um projetinho em BH, comecei o planejamento desse projetinho que já tá projeto-médio em Recife (3x o tamanho do de BH!!!), tô planejando um evento de 4 dias semana que vem, e tô recebendo os resultados de uma avaliação de impacto do projetão que recém ficou pronta.

Isso e todas as complicações de tudo isso que são possíveis, incluindo: ponta da operação de atestado já há 21 dias (e sem entrar no INSS, gracias Dilma), troca de coordenadores que ninguém me avisou que ia acontecer, cancelamento de uma parceria no dia da assinatura do contrato e outros infinitos probleminhas que podem ser definidos por TOMAR NO CU.

O dia 1º de maio nunca esteve tão longe.

Vou notar pra não aquecer

Semana passada eu tive a reunião mais importante da minha vida, embora ao meu redor ninguém tenha se ligado muito. Eu, sozinha, aprovei um milhão de dólares para o projeto social que eu sou gestora. Obviamente, sem eu a coisa também teria rolado. Mas o foco é que eu fiz tudo. Cada documento, cada linha da apresentação, cada palavra da reunião. Tudo meu. Na hora que acabou eu sorri de verdade e mandei um: “pô, consegui”, porque não tinha nenhum gerente me apoiando ou checando minha entrega e ela foi, de verdade, 100% minha.

Faz um tempo que eu olho pras minhas entregas e penso: que isso cara, caraca moleque, que dia que isso. Meta batida, cumprindo prazo e custo. Na falta dos parabéns de cima, eu mesma me auto congratulo e tento me alimentar desse valor social todo criado, esse ciclo de auto motivação que supostamente o trabalhar com o que você gosta cria.

Hoje teve uma reunião desse projetão e eu fui a única pessoa que preparei imputs e tava lá há uns 15 minutos apresentando e dando meus pontos quando nego entra na sala e questiona porque era eu apresentando. Sendo eu, diz que não quer discutir isso e insere outro ponto, e eu fico ali por hora e meia me sentindo uma retardada por entregar mais do que eles merecem. Nego em questão sendo o big boss.

A noite eu digo pro meu namorado que se ele me encontrar qualquer trabalho lá no far far away eu vou, não por ele, mas só para fugir dali. Ele me responde dizendo que a economia tá ruim e que eu sou muito ética e educada para sobreviver às relações hermanas.

Alguns dias são de winners, outros são de losers.

E que loser.