Sou dessas mulheres que só dizem sim

Quando da adversidade, existem duas possibilidades: ou é problema, ou é fato da vida. Se for problema, cabe solução. Se for fato da vida, aceitação. Assim, quando algo acontece é sempre conveniente perguntar-se “problema ou fato da vida?”, e daí partir para o plano de ação. Muitas vezes não tem escolha, é uma coisa sim ou sim. Mas em vários casos depende do ponto de vista.

Atualmente quase tudo para mim anda sendo “fato da vida”, e eu tô um ser insosso e não combativo. Deixa o verão pra mais tarde.

I felt as if I not ready to woke up

Fazia um tempão que eu não tinha férias assim, féeeerias. Dessas que dá tempo de viajar e de dormir e de até esquecer que é preciso pentear cabelo nessa vida (pobre família). Segunda-feira voltarei à vida normal, acredito que mais sana. Espero que mais sana.

Não tomei meia decisão nessas férias. Em certo ponto até briguei por me obrigarem a ter que escolher algo no menu. O tempo mais longe que eu passei de uma cama foi em transições entre aeroportos. Não sei se estou pronta pro mundo. Pronta pro ônibus, para levar almoço, para brigar com a chefe, para gerenciar a equipe, para enfim, tomar decisões.

O mundo gira sem a gente. Muito. Será que tô pronta pro duplo twist carpado ocorrido na minha ausência?

E a grande pergunta: estarei eu pronta para acordar às sete da manhã? :p

This is the next day of my life

Meu namorado me proibiu de fazer perguntas. Disse que meus questionamentos atrapalham tudo. Se for para emitir opiniões, não podem vir em tom de pergunta. Mesmo que seja um mero e prático “precisa levar tênis?”. Não tem resposta. “Não vou te dizer o que pôr na mala, Alice”.

Meu ex namorado encheu o facebook de fotos com a  atual. São fotografias com legendas fofinhas. Numa delas ele diz que levou 30 anos e 2700 milhas para encontrar a pessoa certa. Óun.

Quase (e já) 30 anos e cerca de 2000 quilômetros me levaram para encontrar o ditador do 1º parágrafo. Mas sem legendas fofas ou certezas. Ah, e sem tênis na mala. Porque, né.