Go ahead and congratulate yourself

Quando da decisão que em terras tupiniquins o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria permitida, a Ministra Ellen Gracie disse: “uma sociedade decente é uma sociedade que não humilha seus integrantes”. Muito semelhante a isso, ontem na decisão da Suprema Corte americana, saiu uma frasezinha assim: “A esperança deles (gays) é não ser condenados a uma vida de solidão, excluídos de uma das instituições mais antigas da civilização. Eles pedem por dignidade igualitária ao olhos da lei. E a Constituição dá a eles esse direito”. (tradução livre feita por euzinha)

O que se celebra lá, e o que aqui tivemos em 2013, foi equidade.

Me parece que há infinitamente mais brasileiros com a foto colorida do que pessoas de outros países. Esse monte de arco-íris na nossa timeline não significa só a influência americana e modismo brasileiro. Significa também que a nossa sociedade, talvez 2 anos mais tarde, esteja pronta para bradar ao mundo: eu apoio que seja igual. E mesmo os que você olhe a foto e pense “duvido que pense assim mesmo, ou que saiba o significado disso”, meu desejo é que o ignorante no caso seja você, porque quanto mais gente sabendo que esse arco-íris significa que aqui também se pensa que o #amorvence. Queremos sociedades que não humilhem. Queremos sociedades que vejam a todos como iguais.

Meu bem, você pra mim é privilégio

Eu achava que não ia gostar mais de ninguém e estava muito confortável com a ausência do amor. O amor demais sempre machuca, porque te deixa vulnerável  ao colocar uma parte da sua felicidade em outra pessoa.  O amor de menos, por sua vez, sufoca e traz solidão, porque não tem nada mais triste de que estar só sem estar sozinho.  A ausência do amor é segura.

Só que eu não contava que com o 7×1 também viesse um cara que, mesmo indo embora, ficou aqui (sentido figurado para o meu coração). Com isso começaram mensagens infinitas, ligações intermináveis e muitas promessas, algumas das que até descobri mentirosas. Teve uma época, no início, que ele me dizia que ia aprender português, mas até hoje a expressão de aprovação dele na nossa língua é um sonoro “muito boa”.

Ainda assim, fui com tudo.  Assumi um compromisso internacional, o que vamos combinar que não é financeiramente muito inteligente.  E tive inseguranças infinitas, porque acaba que o meu amor, apesar de ser correspondido, não vive em função de mim. E também sempre tem a fala de amigos, da família e daquele monstrinho que mora dentro da gente, e que juntos perguntam: mas isso faz sentido mesmo? Gostar tanto assim de alguém que mora tão longe e que um futuro junto seria mudar a vida completamente?

No sábado ele disse que ficou muito ansioso, porque ele também tem o monstrinho dele, e saiu por aí pensando o que ele ia fazer para me deixar feliz. Eu disse que não tem que fazer nada. Por agora, não quero nada. Basta o amor.

Depois eu liguei de novo e convidei para sonhar mais junto comigo, quem sabe vira futuro, quem sabe não. E esse textão é só para dizer que fez um ano que ele chegou à minha vida. Que bom que existe o amor.

So you thought I’d not cry

Vejo um vídeo de refugiados no meio do expediente e fico chorando um pouquinho, triste um pouquinho, ecoando tristezas do mundo. Aí o choro fica morando dentro de mim, ali, meio que engasgado, e eu percebo que ando precisando chorar de soluçar. Chorar de montão, aos berros, de molhar o travesseiro.

Eu já tava meio que sacando isso, porque outro dia eu vi um filme de mexicanos gordinhos, e um deles emagrece e fica tudo uma merda e chorei um montão. E teve uma vez que meu namorado foi me zoar por eu ter dito uma besteira e a voz embargou também.

Acho que hoje vou tentar me concentrar nessas tristezas, nesses abandonos, nessas injustiças do mundo e chorar para tentar limpar o que tá engasgado lá dentro.

But I’d rather be working for a paycheck than waiting to win the lottery

Comecei esse ano cheia de planos. Queria comprar uma cama, trocar de celular, tirar o PMP, ir muito pra Argentina e roubar o lugar da Camila. Te juro, no início do ano o lugar da Camila era uma obsessão. A Camila ter o lugar que eu queria ter era muito incômodo, eu realmente fiquei bastante chateada, queria mais o lugar da Camila que a cama. Mas queria menos que o PMP.

Muito convicta, comprei a cama logo, e eventualmente tive que escolher entre preparar para o PMP (com um curso) ou o celular. Money is good, mas nóis não have, como sempre. Fui ser responsável e escolhi as aulas, mas como a vida é bem cretina, me roubaram o celular (ou bem boa, imagina se roubassem meu telefone novo e não esse com dois anos de vida?!). Na cretinice maior minha e da vida, faltei um monte de aulas, umas por trabalho, outras por preguiça e agora, a poucos dias do fim do curso, tô longe longe de estar pronta para a prova. Mas as férias na Argentina foram ótimas pro namoro. Prioridades.

Eventualmente desencanei do lugar da Camila. Mas foi porque a Camila também desencanou do lugar dela. E daí, tão desencanadas, eu acabei sendo mais protagonista que a Camila, já que trabalhar eu continuei trabalhando, e muito. E daí vem aumento de salário prometido.            Aleluia, irmão.

Como eu sou muito ~realizadora~ “cofcof”, vou tentar estudar pro PMP, já que o celular em várias parcelas sou obrigada a comprar. Assim peço a vocês orações e torcidinhas para que eu tenha disciplina, saúde, paciência e muito amor. Pra minha sorte ainda tem meio ano. VAMOGALO.

And I’ll probably be happy

– … então eu briguei com a minha mãe, dizendo que não quero nada dela.

E ele me interrompe:

– Tá ok que você não queira que sua mãe te pague as coisas, mas você poderia ter dito com mais amor. Sua mãe sempre vai querer te dar tudo, mesmo que tenha que tirar do dela para dar para você. Me promete que amanhã se desculpa?

E aí eu me apaixono só mais um pouquinho.