I´ve got a perfect moment, though sometimes I forget

Eu tenho uma lembrança recorrente que sempre me faz ficar chateada comigo mesma. Quando eu fiz estágio numa organização internacional em Washington, DC,  aos 21 anos, eu e mais 10, entre 115 estagiários, seriamos contratados.

Ao invés de sair por ai pulando de alegria, eu tava meio emburrada e reclamando que a minha chefe me avisou muito em cima da hora e que eu já tinha combinado de fazer um estágio em outro lugar. Uma colega parou e me disse “Pare de reclamar, Alice. Todas nós queríamos ter sido efetivadas e você fica choramingando”. E eu percebi, desde então, que eu tenho uma maneira muito ruim de lidar com essas felicidades feitas de conquistas: as minhas sempre vem com poréns e lados práticos limitantes.

Faz mais ou menos uma hora que a minha chefe me chamou em uma sala e disse que iam aumentar o meu salário. Ao invés de ficar felizona, pensei que eu merecia muito mais, sentei na minha mesa e fiz as contas dos abatimentos (impostos, plano de saúde, essas coisas) e pensei “porra, só isso?”. Passaram 9 anos da parada e é uma maneira mesmo ridícula de lidar com a felicidade.

Enfim, ganhei aumento e uma analista para me ajudar. É hora de ficar feliz.

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