to sing then my new song

Não sei se vocês sabem, mas eu sou viciada em séries coreanas. O k-drama existe na minha vida faz um tempinho e até assinar para ser premium de site de streaming, eu pago. Uma coisa muito comum nos kdramas, e imagino, na cultura coreana, é o uso do incentivo “FIGHTING!” quando as coisas tão duras ou o desafio for grande. É tipo “à luta” ou “força”, e acho muito bonitinho.

Então semana passada eu disse um “Alice, fighting!” porque rolou estresse pré-férias. Era muita coisa pra organizar, gente pra demitir, projeto pra fechar, alinhamento pra acontecer e eu não sabia como é que eu ia dar conta de tudo. Mas dei.

Hoje é meu último dia de trabalho (e também meu aniversário, eeeee) e tô saindo toda tranquilinha depois de 2 semanas de desespero.

Então agora férias!

Alice, fighting! (as férias também tem seus desafios!)fighting-korean

(uma carinha de retardada assim para dizer o FIGHTING é fundamental!)

 

I mean I really think you love me

Acho que o meu amor é de verdade porque quando eu estou triste e escuto a voz dele, eu consigo chorar de soluçar. E a voz dele, mesmo tão longe, é como um abraço. E incrivelmente ele tem a paciência enorme de ouvir choros, suspiros, prantos.

Acho que o meu amor é de verdade e a gente tá pronto para ficar pertinho. Tomara que eu chore menos e sorria mais ao lado dele.

Acho que é de verdade sim.

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Still he took us by surprise

O Peri seguiu minha irmã um dia. Era um gatinho feio, orelhudo e magrela. Na verdade a gente nem queria outro gato, tentamos doa-lo e tudo, mas ele foi ficando e o amor foi existindo. Custei pra pega-lo e tinha medo porque ele era muito pequeno dava pra sentir as costelinhas. Mas quando segurei na primeira vez, ele ronronava todo. E eu nunca mais larguei. Esse gato era o amor puro.

O Peri acostumou comigo gritando gol. E de repente ele via todo jogo do Galo na cadeira ao lado. E ele cresceu e ficou muito bonito. Parece um bichinho de pelúcia.  E é engraçado, mas  ele tem medo de todo mundo de fora, mas não tem dos namorados. É como ele soubesse quem é de casa.

Depois que ele sumiu, eu, minha mãe e a outra gatinha ficamos chorando pelos cantos com saudades. Espalhamos cartazes, entramos em grupos de bichos perdidos, saímos em caminhadas noturnas buscando por ele. A Pequi, que é a outra gatinha, leva a gente na porta quase nos mandando procurar por ele.

Minha irmã disse que ele foi embora do mesmo jeito que ele chegou… ele foi embora quando escolheu.

Rouba o meu sono

Tenho que emagrecer 20 quilos para poder operar o joelho.

Quando me dei conta que teria que viver esse processo (que tinha uma cirurgia e muita fisioterapia antes disso, etapa já superada), eu chorei e chorei. Chorei porque passar por duas operações assusta. Chorei porque ir a médicos, e fazer avaliações, e fazer ressonâncias, e fazer exames, e etc., é desgastante. Chorei porque a recuperação é difícil. Chorei porque fisioterapia é chato. Chorei porque na minha casa só tem escada. Chorei porque não ia ser um processo indolor. Chorei porque meu joelho ia ficar com cicatrizes. E chorei principalmente porque ter que emagrecer 20 quilos é difícil.

Chorei porque tenho que fazer dieta e tenho que malhar 4x por semana. Chorei porque não importa o quanto eu tente me amar e aceitar que eu posso ser linda com o corpo que tenho, eu terei que emagrecer se quiser ter uma recuperação decente do meu joelho.

Chorei porque esse processo todo, da ida ao médico, à cirurgia, à fisioterapia, ao emagrecimento… ele é todo só meu. E ele é muito solitário.

Três meses depois, eu sigo chorando. Eu choro sempre quando penso que o centro da minha vida passou a ser um ligamento rompido.  Não consigo nem ficar confusa com relação a minha carreira, porque antes eu tenho que emagrecer 20 quilos e operar. Não consigo pensar pra onde vai meu namoro, porque antes eu tenho que emagrecer 20 quilos e operar.

Tenho que emagrecer 20 quilos para poder operar o joelho.