Still he took us by surprise

O Peri seguiu minha irmã um dia. Era um gatinho feio, orelhudo e magrela. Na verdade a gente nem queria outro gato, tentamos doa-lo e tudo, mas ele foi ficando e o amor foi existindo. Custei pra pega-lo e tinha medo porque ele era muito pequeno dava pra sentir as costelinhas. Mas quando segurei na primeira vez, ele ronronava todo. E eu nunca mais larguei. Esse gato era o amor puro.

O Peri acostumou comigo gritando gol. E de repente ele via todo jogo do Galo na cadeira ao lado. E ele cresceu e ficou muito bonito. Parece um bichinho de pelúcia.  E é engraçado, mas  ele tem medo de todo mundo de fora, mas não tem dos namorados. É como ele soubesse quem é de casa.

Depois que ele sumiu, eu, minha mãe e a outra gatinha ficamos chorando pelos cantos com saudades. Espalhamos cartazes, entramos em grupos de bichos perdidos, saímos em caminhadas noturnas buscando por ele. A Pequi, que é a outra gatinha, leva a gente na porta quase nos mandando procurar por ele.

Minha irmã disse que ele foi embora do mesmo jeito que ele chegou… ele foi embora quando escolheu.

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