You got to dot your “Is” and cross your “Ts”

Uma coisa que eu acredito sobre mim é que eu sou chata.

É porque muita gente já me o disse, e eu sei também que não sou queridona e amada por todos. Eu falo verdades demais, tenho preguiça de grandes programas de índio e muitas vezes prefiro ficar em casa a socializar, motivo pelo qual eu sumo de tempos e tempos.

Antes, na minha imaturidade, eu sofria um pouco com isso. Pensava que as pessoas tinham sim que gostar de mim. Eu ouvi uma amiga conhecida dizer que eu era high maintenance e que nenhum homem ia me querer assim. Daí eu sofria mais um pouquinho. Como posso ser tão insuportável que não ia ter amigos e nem um namorado? Seria o suicídio uma opção mais viável? (/drama)

Às vezes vinha um grilo porque as pessoas do trabalho eram muito mais amigas entre elas do que minhas amigas. Faziam juras de amor, prometiam lealdade eterna. Mas amigo não manda amigo embora, não assume projeto do amigo. Amigo continua no trabalho se o amigo for demitido, então esse amor, essa lealdade, é tudo volúvel. E como eu sou da treta, sempre tô brigando com as pessoas no trabalho (por motivos de trabalho, eu juro), resolvi abraçar o fato que eu não tô no trabalho para fazer amigos, e venho vivendo muito melhor desde então. A colega, de uns posts abaixo, que reclamou do meu salário, eu nem mais olho na cara. É ótimo não tentar ser querida.

Quando a conhecida do high maintenance (dois parágrafos acima e citada em alguns posts desse blog) não me convidou pro casamento, eu sofri um bom bocado (vide posts de dezembro até o de hoje!). É que eu tenho essas amigas de anos, que são amizades coletivas e que tem muita história. Eu dei colo quando terminou namoros, ajudei a fazer escolhas de vida. Todo dia tem uma lembrança no facebook com a dita cuja, para enfatizar o tamanho da amizade. E simplesmente dói ser excluída por alguém. Minhas amigas em comum não se importaram muito ou se interessaram muito com a minha dorzinha, já que elas eram madrinhas do casamento, o que também me fez lembrar que eu tenho mais de 30 anos e não preciso fazer tanto drama externo (embora dentro de mim tenha ocorrido uma tempestade). Custei para ficar em paz.

Finalmente percebi que o amor próprio que a terapia construiu em mim sobre homens (não sofrer por quem não se importa comigo, amar a mim mesma antes de querer amar outra pessoa, não implorar por amor porque no fim das contas quem se importa, dá), eu tenho que aplicar a amigos também. Quem gosta de mim, gosta. Quem quer continuar comigo, continua.

Lesson learnt.

 

chato

(eu sempre acabo sendo chata porque eu sou bem intensa quanto aos meus gostos. ao menos nesse fluxograma)

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