Then should you had put a ring on it?

Eu tô virando uma das mulheres loucas que tá ansiosa pra casar. Daí eu fico pressionando meu namorado e o pior de tudo é que eu sei como isso é ridículo, então até a pressão eu faço pelas metades.  A questão não é nem o casar em si, mas eu estou, sinceramente, cansada de namorar a distância. E ele me parece insanamente confortável (oi? como!) com a situação como está.

Na outra parte do tempo eu fico sozinha pensando em terminar o namoro.

Tá uma bosta.

I’m like an ocean wave that’s bumped on the shore

Contando os dias para ele vir, me lembrei das despedidas.

De como elas são difíceis, o tanto que são sofridas. Parece que acaba todo o ar do meu peito, parece que eu vou parar de existir. Não existe me despedir dele sem chorar. E eu sempre fico com uma sensação enorme de vazio. Seja eu quem volte, seja ele quem se vá. Meu coração sempre se quebra um pouquinho.

Mas mesmo assim, é tão bom quando ele vem. Porque as chegadas, mesmo que desajeitadas, com estranheza, pela distância, com certa frieza, porque somos bobos, são tão bonitas. São tão ~os melhores momentos da vida~.

Só quem vê seu amor chegar e ir embora por um portão de aeroporto sabe como é. Angustiante. Maravilhoso. Terrível. Alegre. Masoquista. Masoquista mesmo, mesmo, MESMO!

Meu Deus, eu não aguento mais isso. Vou obrigar ele a ficar de vez (ou a ir embora de vez).

Desculpa se eu ficar muda, mas,

Dia desses acordei chorando após um pesadelo horrível. Sonhei que meu pai morria e custei a parar de soluçar. O problema é que não consegui falar com meu pai depois disso. Queria ligar, mas não consegui. Meu orgulho não deixava.

No mesmo dia, meu celular começou a dar um tilte doido, desses avisos que os eletrônicos dão que a hora deles tá chegando e que você vai ter que desembolsar vários dinheiros por um aparelho novo. Uma amiga me disse para pedir do plano, fui falar com a minha mãe e ela disse pra pedir pro meu pai resgatar o telefone novo. Meu orgulho também não deixou essa ligação acontecer.

Me perguntaram, num outro dia, brincando, se podiam se aproximar do meu pai porque ele teria “melhores contatos”. Acharam que eu ia xingar. Eu só disse “você vai se decepcionar”.

Meu orgulho, que aqui vou chamar de amor próprio, não deixa nem amar demais, nem usar de menos. Não espera demais, não cede de menos. Mas no inconsciente, eu tenho medo de perder o que foi tirado de mim e hoje eu escolho não ter.

Não tenho medo de estar errada, mas tenho sim medo de me arrepender.