Eu posso, eu vou

Com o meu namorado eu impus uma regra: é proibido falar de feminismo salvo que isso vá virar uma conversa séria. Não consigo ter com leveza e fazer brincadeiras sobre algo que com o tempo se tornou tão importante para mim. Não existe brincadeirinha e zoação.

É um desafio enorme ter-se como mulher feminista, em constante empoderamento, e aceitar que o cara que tá com você tem traços tão grandes de machismo. Sempre busco lembrar-me que eu também cresci nessa sociedade que tem internalizada e institucionalizada tantas coisas absurdas e que não nasci feminista, mas me tornei. Exige uma paciência tremenda.

E eu tenho. Com ele, que é o meu amor, que me faz ser mais feliz, com quem eu quero viver minha vida. Faz sentido tentar explicar, ir aos poucos, aceitar as limitações e mostrar com exemplo. Faz sentido até escutar absurdos e discordar. Com ele, que eu amo.

Porém… não tenho a menor obrigação de ter paciência com homem barbado que tem medinho de ter seus privilégios diminuídos. Não tenho que eu, como Alice e dona dos 4 sobrenomes que seguem esse nome, baixar minha cabeça e escutar “homi” achando que tá  sempre certo. Não tenho que ter vergonha de me posicionar, de me opor, de não me calar.

Você, mulher, também não tem.

Eu vou é gritar.

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