Pra te convencer que vale a pena se amar

Um trechinho do poema “Milionário do Sonho” da  Elisa Lucinda falando de cachinhos.

Achei lindo!

Tendo um cabelo tão bom, cheio de cacho em movimento, cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento,
grito bem alto, sim?

Qual foi o idiota que concluiu que meu cabelo é ruim?
Qual foi o otário, equivocado,
que decidiu estar errado o meu cabelo enrolado?
Ruim pra quê?
ruim pra quem?

Infeliz do povo que não sabe de onde vem
Pequeno é o povo que não se ama,
o povo que tem na grandeza da mistura
o preto, o índio, o branco, a farra das culturas
Pobre do povo que, sem estrutura, acaba crendo na loucura de ter que ser outro para ser alguém

Não vem que não tem,
com a palavra eu bato,
não apanho
Escuta essa, neném,
sou milionário do sonho

 

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Escrevi outro texto. Farei o possível para postar toda terça-feira conteúdos sobre esses conceitos que se apresentam “confusos” nas pré-eleições. Me segue lá no medium, não sei se faz sentido ficar avisando aqui sempre.

“Esse tal de Direitos Humanos”

 

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Agora eu era heroína e o meu cavalo falava inglês

Há dias eu vinha pensando em como reagir a todo esse ataque que temos visto contra o bom senso. Eu tentava encontrar uma maneira de ser mais politicamente ativa e ter certeza absoluta que não fui omissa nesse caminhar para a extrema-direita que o nosso país vem vindo.

Assim, inundei minhas redes sociais con um enorme texto sobre o regime militar brasileiro. Utilizei todo meu conhecimento de inúmeras aulas e textos acadêmicos de história, política e economia.

Recentemente, alguém me sugeriu que eu deveria fazer algo nesse sentido, porque tenho uma linguagem fácil para explicar termos que a maior parte das pessoas sem formação política desconhece. Não sei se textos enormes e densos são a resposta, mas não tenho tempo e nem talento para inventar um YouTube e não tenho criatividade para inventar algo novo. Então bora textão!

Meu texto nem chegou perto de viralizar, mas tive respostas interessantes que me estimularam a continuar. Assim, crei um medium e já coloquei esse primeiro texto – “Economia e corrupção durante o ‘Milagre Econômico’ https://medium.com/@alicequintao/economia-e-corrup%C3%A7%C3%A3o-durante-o-milagre-econ%C3%B4mico-7e7065a61e28.

Não sou tão brilhante e me falta formação acadêmica. Tô longe de professora de qualquer coisa. Mas ignorância se combate é com conhecimento. Aviso a vocês quando postar novos textos. 😘

Eu guardo as minhas cicatrizes

Ontem me engajei empolgadamente em uma discussão sobre a responsabilidade social de um time de futebol dada a construção do seu estádio (contexo: o Atlético construirá seu próprio). Do outro lado, uma pessoa aque gosta de discutir e não o faz com muito respeito. Dado certo momento, eu que estava no ônibus fretado voltando pra casa — PAUSA: agora eu pego o ônibus na porta de casa (literalmente), depois de 2 meses pegando outra linha a 3 quarteirões!!! EITA! — mandei um “cansei de ter meus argumentos desqualificados, vou tirar uma soneca aqui”.

A minha querida opositora ficou uma ONÇA, me xingou toda e saiu do grupo. Eu, como sou muito das trouxas, e ela já foi na minha casa, e fomos tantas vezes em jogos juntas, e saímos tantas vezes , e nos divertimos tanto, fui conversar com ela.

E recebei um:

– Alice, nós não somos amigas.

 

Tá bom de fora para você? Mas que se foda também.

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