Até quando o corpo pede um pouco mais de alma

Comecei esse ano sem nenhum plano concreto de felicidade. Mesmo porque ser feliz é mais estado de espírito que capacidade de realização.

Planejei ler mais livros e estudar francês, porque estou mais focada em fazer coisas pra mim mesma que realizar grandes feitos. Sem ansiedade.

Eu vou fazer 34 anos e obviamente, é o mais velha que já estive. O grande detalhe é que o número, pela primeira vez, me parece ser de alguém não jovem. E isso me assusta. Não sei se tenho maturidade para deixar de ser jovem.

O ano começou tranquilo. Vi muitos amigos nas férias e descansei muito. Dormi bastante e não estou cansada. Tive dias de piscina e sol. Mesmo no trabalho, já passados 22 dias de 2019, tudo muito tranquilo. Que perdure a tranquilidade, que passa perto de paz de espírito, que é o máximo que eu posso almejar para viver feliz.

Os personagens e as situações desta obra são reais apenas no universo da ficção; não se referem a pessoas e fatos concretos, e não emitem opinião sobre eles.

Um conhecido morreu ano passado. A morte dele foi mais próxima que a vida dele, porque uma amiga querida me ligou para contar – mais pedindo colo- logo que aconteceu. Ele escrevia livros e já ganhou prêmios. Apareceu na lista da Forbes de 30 abaixo do 30. Era um moço extremamente bonito.

Numa curiosidade tardia, duma intimidade mais pós morte que durante a vida, li seus dois romances publicados. Terminei o segundo (que era o primeiro) agora. Ele termina em uma carta escrita em 2027. O autor, morto em 2018.

Devastador. E que incrível os livros permitirem existir num futuro em que você não não estará.

Os livros são bonitos. Gostei de lê-los. Tentei achar o Victor em cada página. Achei mais sobre mim.