Este es pa’ mí

Esse afeto que vem na fruta picada na geladeira, na companhia mesmo quando quero ver futebol, em ouvir minhas fofocas e em ser sua melhor versão quando perto da minha família. Esse afeto sem grandes gestos, fora o maior de todos, que foi mudar de país e dar um salto de fé em nome de um amor que quase só conhecíamos a distância. Esse afeto de beijinhos e abraços e carinhos e afagos e cuidados e tanto riso.

Espero que você sinta que é recíproco. Porque é.

 

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And history books will still forget about us

que ano difícil, 2019. quantos chorinhos aos 43 dias desde 1º de janeiro a gente já derramou por dores gerais, não particulares. a gente chora porque quem tá no poder não liga pra gente, a gente chora porque a lama soterrou, lá pertinho de onde eu vim, a vida e os sonhos de mais de 300 pessoas. a gente chora porque morreram 10 meninos em um incêndio porque um clube de futebol milionário não cuidava bem do alojamento de seus jovens, a gente chora porque o âncora que eu ouvia no rádio de manhã, quando vinha dirigindo pro trabalho, morreu em um acidente.

a gente vai seguir chorando, porque as tragédias parecem ser o destino desse ano. egoisticamente torço para seguindo serem gerais, não particulares.

Não faça papel de louca

eu já contei aqui que passei por um abuso sexual na infância, por parte de um familiar, e foi só depois dos 30 que consegui contar pra minha família, né.

pois bem. minha mãe contou pra minha tia. aí minha prima vai se formar e vai ter festão. decidem não convidar o meio-irmão, que no caso é meu tio.

para me proteger porque afinal de contas ver meu abusador me causaria mal?

não.

 

minha tia disse que álcool e a combinação ele e minha mãe juntos daria ruim, que ela brigaria com ele.

essa minha tia fica criando narrativas de como a vida do meu tio era difícil para justificar o que ele me fez. e eu, mesmo aos 34 anos, não consigo virar pra ela:

 

VOCÊ  COME COCÔ, CARALEO? ESSA BOSTA TEM SÓ UMA VÍTIMA, E FUI EU AOS 10 ANOS DE IDADE.

 

(e sério, de repente não convidar alguém que deve fazer uns bons 10 anos que não vê virou algo muito significativo)

 

TOMARNOCUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU