Aunque siempre me deje heridas…

Eu primeiro senti uma dorzinha na garganta, que aí virou uma otite no ouvido médio que durou quase 20 dias. Fui a dois médicos, tomei antibióticos variados e de brinde uma injeção de corticóide na bunda.

Passado uma semana sem dor de ouvido, veio uma sinusite junto com um quadro gripal. Tive que pagar consulta particular porque no plano não tinha na urgência necessária (até tinha, mas perdi em um dia de trânsito fora do normal, em que 2h não cheguei em um caminho que normalmente levaria 1h – esses 120 minutos de engarrafamento baixo chuva tentando chegar ao médico foi o top do pior momento de 2020). Mais antibiótico na conta, mas melhorei.

Quando termino a cartela de antibiótico, problema ginecológico causado justamente pelo excesso de antibióticos do mês de setembro/outubro. Sim, os antibióticos me deixaram sequelas. Compra mais remédio.

Então basicamente desde o final de agosto eu não estou bem. Venho convivendo com dores variadas, colocando sem parar remédio no meu organismo. Enquanto isso trabalhando normalmente, com nível de trabalho alto, estresse também, fiz viagem de trabalho, tudo nesses dias doentes.

Meu relacionamento também ficou uma bosta, mas pensando agora é meio óbvio que eu zoada assim não ia estar muito bem emocionalmente. Ele também não contribuiu na ausência da empatia e paciência porque eu tava FUDIDA. Mas enfim, voilá.

Nesse meio do caminho tive várias crises de consumismo, porque aparentemente gastar dinheiro compensa emocionalmente. Comprei um curso online de francês já tem umas duas semanas e até agora não fiz nem uma hora. Em compensação já vi 10 temporadas de Grey´s Anatomy no meu tempo livre. Dieta e exercício físico não existiram. Mas você não pode realmente me julgar por isso, né? Ou pode.

A ginecologista me recomendou umas vitaminas (caaaaras) para aumentar a imunidade. E disse para eu me estressar menos, que isso tudo ajudava no quadro. Fazendo as contas aqui, faltam 18 dias corridos para as minhas férias. Serão só 10 dias. Vou pro casamento da minha irmã. Meu planejamento era chegar linda em BH, mas esses dois meses em que vírus, bactérias e fungos resolveram se instalar no meu corpo, eu chegando viva tá bom demais.

No balanço de 2019 posso dizer com tranquilidade: PQP

Darling, you’re what I want  

Dia desses ele me disse que a gente vivia como dois velhos de 60 anos: “não é possível que você goste da nossa vida como ela é, você gosta?”.

Eu triste, um pouco sem graça, respondo que sim. É lógico que eu gosto, senão não viveria assim. Eu gosto de ficar muito em casa, dormindo, vendo netflix, comendo, ouvindo música, lendo e conversando.  Eu tenho preguiça de sair de casa, especialmente aqui na Bahia, tudo é longe, desconhecido, cheio, perigoso. Eu gosto da nossa vida.

Pois ele segue: “Não sonhava ter 30 e poucos anos e viver assim, tão chato. Quero ir em festas, sair para bares, ir em praias, passear pela cidade, aproveitar a vida”.

Então eu digo que ok. Eu faço por você. Eu ficarei menos em casa, dormirei menos, verei menos tv, e todos os etc. Porque eu gosto dessas coisas porque você está. Porque antes de você vir eu quase morri de solidão, quase entrei em depressão porque as paredes do apartamento ecoavam que eu estava só. E agora ecoam nós dois. E eu gosto.

Não sei muito bem como lidar quando meu amor não quer a mesma coisa que eu quero. Mas sei que para estar junto é preciso ceder.

Até mesmo conforto.