Darling, you’re what I want  

Dia desses ele me disse que a gente vivia como dois velhos de 60 anos: “não é possível que você goste da nossa vida como ela é, você gosta?”.

Eu triste, um pouco sem graça, respondo que sim. É lógico que eu gosto, senão não viveria assim. Eu gosto de ficar muito em casa, dormindo, vendo netflix, comendo, ouvindo música, lendo e conversando.  Eu tenho preguiça de sair de casa, especialmente aqui na Bahia, tudo é longe, desconhecido, cheio, perigoso. Eu gosto da nossa vida.

Pois ele segue: “Não sonhava ter 30 e poucos anos e viver assim, tão chato. Quero ir em festas, sair para bares, ir em praias, passear pela cidade, aproveitar a vida”.

Então eu digo que ok. Eu faço por você. Eu ficarei menos em casa, dormirei menos, verei menos tv, e todos os etc. Porque eu gosto dessas coisas porque você está. Porque antes de você vir eu quase morri de solidão, quase entrei em depressão porque as paredes do apartamento ecoavam que eu estava só. E agora ecoam nós dois. E eu gosto.

Não sei muito bem como lidar quando meu amor não quer a mesma coisa que eu quero. Mas sei que para estar junto é preciso ceder.

Até mesmo conforto.

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