is has been fucked is a good excuse for being fucked up?

Acho difícil ir lá de novo. Decidir, de peito aberto, que “nossa, tô pronta pra esse amor gostoso”. Primeiro que provavelmente não vai ser amor, e também que pelas minhas últimas contas e cacos, no final não é tão gostoso. Não sei bem como saber se tô pronta para outra e como confiar que até mesmo o amor que dá errado vale a pena. Porque não acho que sempre valha. E isso é um papo bem amargo, mas é a vida, não é mesmo? Um pouquinho agridoce.

E é assim que eu talvez, só talvez ache que eu devia aprender mais com as pessoas que namoram. Como é que elas, relacionamento falido após relacionamento falido, acham força de vontade para recomeçar e capacidade de confiar no outro ou até em si mesmas? Como é? De onde vem essa resiliência amorosa de confiar após ser traído, ou depois de traírem? Ou então de ouvir que não estão prontos para um relacionamento, sabendo que aquilo ali é medo? Ou então como conviver com a total rejeição e simplesmente sair por ai, que, ó, o próximo va ser diferente? Ou simplesmente sabendo que com tanto amor tudo deu errado, como saber que não vai dar de novo?

Dentro de mim já apareceram, só ao escrever esse parágrafo, dezenas de questionamentos que fazem menor essa capacidade dessa gente que namora namorar. Mas é pura vontade de diminuir o que eu não sei fazer. Será que se eu fizer essas perguntas para essas pessoas assim elas me respondem sem se sentirem ofendidas? E fica o medo também que talvez o pensar demais as deixe como a mesma certeza que eu: é tudo quebrado. E no caso, o tudo é a gente.

Se a gente não vive, inventa

Eu tive um sonho que um monte de gente que eu gosto fazia uma festa surpresa pra mim e todo mundo ficava me rodeando e me dando carinho. Numa hora encontrei com um cara que nem é meu amigo, mas gosto bastante, e ele me deu um abraço tão apertado, mas tão bom, que eu acho que metade da minha dor passou ali naquele sonho.

Gente, máster de carência é isso: sonhar com colo, carinho e apoio.

(mas muito melhor do que ter qualquer sonho ruim).

You can get addicted to a certain kind of…

“E as novidades”, questiona a típica pergunta de tia. E para a reforçar a crueldade do mundo, me vem mentalmente o complemento de mesma origem familiar: “e os namorados?”.

Novidade até tem muita. É o emprego novo, os projetos envolvidos, a motivação encontrada, a possibilidade de crescer a aprender. É a matéria que eu vou fazer na pós, o tanto que é bom eu não ter aula nesse primeiro mês de trabalho. É o fato de eu precisar voltar emagrecer, porque tem baile da minha irmã no fim do ano. E de eu sentir falta do kickboxing, mas ter muita preguiça. É o R49 no Galo, os dribles do Bernard e meu amor pelo Atlético – que de novo não tem nada, mas sempre é renovado (sou dessas). É meu artigo que foi aprovado no congresso e eu que mandei o mesmo pra outro em POA, porque vai que cola e eu vou passear no Sul? É a visita, de repente constantes, de gente que eu sou puro amor. É minha pouca vontade de sair de casa e muita vontade de dormir – embora não tenha nada de emocionante em nada disso. É o trabalho voluntário 1 e o trabalho voluntário 2. São os planos. São as coisas que eu quero comprar. São as coisas que eu quero ser.
É muita novidade.

Mas minha mente funciona no modo criado pelos erros de comédias românticas, com formação com muita ênfase em Jane Austen e obviamente, dotada da capacidade babaca de mulherzinha que prefere falar de homem a qualquer outra coisa – talvez menos do que eu goste de falar de futebol (de novo, sou dessas). E daí eu respondo – e não só respondo, como acredito e fico muito focada nesse fato – que não tem novidade nenhuma. Não tem cara nenhum, novidade nenhuma, crush nenhuma, paquera nenhuma, vontade de sair de casa nenhuma e provavelmente eu devo ser, agora, o ser mais assexuado, unsexy, menos romanticamente realizado e mais enfadonho… do planeta.

Mas tudo bem. Não tem nada errado na perspectiva de ser realizada em vários campos da sua vida e chegar em casa e ter vários gatos de estimação – do tipo felinos, 4 patas, fofinhos e que miam – te esperando pra te fazer companhia numa vida solitária e vazia. Não tem nada errado nisso.

pedir ao mar por mais sorte e aprender a navegar.

quando o dia anuncia que vai ser ruim, ele é.
eu meio que já sabia. é tipo, casa sem água, elevador quebrado e chover de manhã. tá no ar.
foi na hora, ontem de madrugada, que eu me senti desconfortável e bolada no meio daquelas pessoas até simpáticas que eu deveria ter sacado. o que vinha do dia 6 não ia prestar.

e quando você tem que ficar confusa, o dia vai lá e confunde tudo. e não adianta fugir, as coisas acontecem. não adianta testa, o drama vem.

de nada ruim que aconteceu, de fato, não tirei foi nada de bom.

teve não, mas teve sim. e o que pega é decidir.

já consultei amiga, horóscopo, mãe e não sei anda.
marquei psicóloga, vou na taróloga, pretendo contar pro pai e até considerar a opinião.

mas eu sei que nada disso adianta.
sou eu quem decido se fico ou se vou. e, como sempre, as conseqüências serão minhas, porque eu vivo, afinal de contas, a vida que escolhi, e não a que aconteceu comigo.

eu fugir de mim

detesto minha imagem externa, por mais auto depreciativo que isso possa parecer. no caso, minha auto-imagem.

não gosto que as pessoas me digam que pareço com alguém, porque nunca realmente sei como a outra pessoa é. será bonita? serei bonita? descobrir que alguém parece comigo é ficar deprimida ou feliz?

acabei de ver um vídeo meu falando em público, o que foi de certa maneira assustador. falo de um jeito meio que parecido com meu pai, figura que cansei de ver falando em público. pode ser que isso seja bom, ele fala bem. mas é estranho ser menos única e mais herança.

fora isso minha voz é tão fina tal qual eu já sabia. tenho uma cara muito redondinha, mas enfim, é a vida.

no vídeo aparecia outras pessoas. elas são do jeito que eu as vejo. essa coisa de ter seu ponto de vista das coisas e desconhecer como você é para outras pessoas é bizarro. então sou assim, para as pessoas? falando ritmado, devagar e com voz fina, cara de menina?

são tempos difíceis para a auto-estima.