Get your act together we could be just fine

Dia desses descobri que uma colega de trabalho me deletou das redes sociais. Faz poucos meses e tava na casa dela tomando vinho e agora ela não é mais minha amiga no Facebook, esse tipo de drama insuportavelmente infantil. Eu até cheguei a ensaiar (por longas horas, serei sincera) uma mega análise de causas para tamanha reação e fiquei ressentida por uma noite todinha, até que no dia seguinte acordei com uma grande sensação de foda-se.

Eu me recuso a entrar num loop de competição entre mulheres (PORQUE SENHOR, POR QUÊ?) com movimentos de quinta-série B (aposto que as meninas de 11 anos de idade hoje se dão unfollow em instagram e etcs) e me ver tendo relações de disputa com qualquer pessoa. Ainda mais com alguém que eu tenho que ver todo dia e trabalhar junto de vez me sempre.

A vida pode ter tantos dramas verdadeiros e que te fodem de verdade que não vejo porque complicar o que podia ser só um “bom dia” de manhã cedo e um pedido de ajuda para entender um orçamento.

My philosophy of acceptance of other people is…

Em dias de eleições (inferno na terra), uma amiga assumiu uma postura bem ativa anti Aécio. Postura essa que faz todo sentido, já que a mesma é jornalista. Postura essa que a fez fazer campanha para Dilma e, quando da vitória da mesma, foi pra rua virar a noite comemorando.

Eu, como eu já disse aqui, resolvi anular meu voto, coisa que um montão de gente acha errado e eu construí argumentos suficientes para acreditar que não. Uma vez “neutra”, comecei a me achar a rainha da cocada preta e julgadora de tudo e de todos. Sim, a imparcialidade me subiu a cabeça e de repente me vi fazendo campanha contra os dois candidatos (e me irritando com as campanhas de ambos lados, Jesus, como fomos todos absurdos nessas eleições presidenciais de 2014).

Em dado momento, a amiga do primeiro parágrafo foi no grupo de whatsapp dos amigos em comum e começou a fazer campanha pró Dilma e chamar o Aécio de “neo-Collor”, coisa que a cientistazinha política em mim (afinal, política I, II e III, sistemas políticos e história do Brasil foram conteúdos da minha graduação) não aguentou.

Fui toda boazinha (“a neutra”), explicar que os crimes de corrupção do governo Collor não foram mais graves que os que ocorreram nos governos subsequentes. E que o impeachment só rolou porque ele não tinha governabilidade (quer dizer, não tinha maioria no Congresso!!!). Logo, “Collor” não deveria ser xingo no sentido que ela queria dizer (eu sei, eu me excedo na chatice muitas vezes).

Minha amiga, uma fofa, disse que ali não era espaço de debate e não estava interessada na minha opinião.

Ofendidérrima (cê pode e eu não???), tive que me controlar para não começar uma discussão, aí sim de verdade, sobre uma certa postura incoerente de uma determinada pessoa… e considerei por uns 15 minutos votar no Aécio SÓ PARA anular o voto dela (imagina o NÍVEL de rancor do ser humano). Mas só abri um chats paralelos e comentei o absurdo ocorrido com outras coleguinhas, para reduzir meu HORROR, e na urna mesmo meti meu “00” “crítico”.

Passada às eleições, a amiguinha em questão colocou feliz e contente em redes sociais, e também numa conversa de bar na qual eu estava presente, que sobreviveu ao período eleitoral sem brigar e nem discutir com ninguém. Minha vontade foi dizer que OLHA, não foi por você, viu. Foi devido a um controle máster ultra zen que o resto da população mundial, encabeçado por mim, exerceu. Aúuuuunnnnnnnnnnnnnnnnnnnn (trabalho de meditação)

Assim eu não vou saber de nada do que você vai sentir

Sem vontade nenhuma de sofrer na vida. Sem vontade alguma de desgaste. Sem vontade de briga. Sem vontade de grosseria. Sem vontade de desmotivação.

Daí eu contorno. Se não é pra ter sofrimento, eu meço o que vai me causar menos  sofrer e ai decido fazer ou não. Se é pra não ter desgate, eu faço o necessário. Se não é para ter briga, eu vou vivendo na minha. E se é sem grosseria, então eu simplesmente não vou falar com você.

E assim seguimos motivadíssimos.

Porque minha professora da  “PES111 – Motivação nas Organizações” já disse: o segredo tá em tratar o outro do jeito que ele gostaria que você fizesse.

Se eu não te deixo me tratar do jeito errado (fugindo-de-você), não tem de onde eu me desmotivar.

Estou sempre muito sensata

Eis que a disciplina que eu estou estudando nesse momento na pós – num mundo perfeito todas as que eu fiz me seriam tão caras como essa está sendo- a professora fez um comentário sobre reciclagem de lixo que pode ser extenso a todo o comportamento politicamente correto desse mundo: a esperança é que chegue um dia que virá uma geração que automatize o comportamento, adotando uma postura inconsciente correta que não exigirá todo esse esforço e reflexão que temos hoje. Um mundo mais agradável e aprazível onde não existem chatos (ecochatos, ditadura gay, feministas de carteirinha e todos os que a gente conscientemente nessa vida – e se cansa pelo óbvio: SÃO CHATOS).

Obviamente, e sei bem, pra chegar um dia na geração com mais automatismo corretos – tipo a nossa em que a mulher trabalhar é normal, quando nossos avôs questionavam isso – todos os chatos, por mais insuportáveis que o sejam, são necessários. São porque eles que trazem a evolução brigando com nossos automatismos, mesmo que isso os posicione como os reis da hipocrisia.

Hipocrisia porque é inerente do ser humano sempre ter por trás preconceitos, automatismos, generalizações e julgamentos, sendo assim improvável que o mais alto defensor do comportamento politicamente correto não derrape em si mesmo vez ou outra. E isso me irrita. Me irrita tanto, mas tanto, que a vida – que é Malhação* – me pôs isso em questão umas 10 vezes entre semana passada e hoje.

Eu só queria que o auto policiamento – inclusive e principalmente dos que policiam o mundo – fosse um pouco maior. E por mais que a TT já tenha me dito “você não pode argumentar que não é feia – quando o outro te chama de feia – porque o outro também é”, eu discordo e digo que pode sim.  Ninguém tem direito nenhum de me acusar de nada se não for integralmente mais completo no comportamento do que eu.  Porque o mínimo que eu quero é que se você tá perdendo o tempo para me mandar reciclar o lixo, tenha a dignidade de rasgar o papel ao invés de amassar para não quebrar as fibrinhas.  Se tá me cobrando sensibilidade às causas, seja sensível às minhas. Se tá criticando comportamentos misóginos, não generalize nada sobre mulher nenhuma também. E por ai vai. INTEGRALIDADE PELO MENOS, COLEGA.

Ou seja, embora eu entenda tudo desse mundo – muito sábia que sou – eu discordo dele o tempo inteiro. Meus automatismos não são perfeitos, mas o seu dificilmente alcança a perfeição. Com a diferença que o politicamente correto é menos policiado quando é babaca (e provavelmente tende até a ser menos babaca – o que não o faz impune).

*a vida ser Malhação é clássica, se  passa a existir na minha vida, tudo que eu encontro dali em diante é , provando que não é tão absurdo a protagonista ficar grávida bem na semana em que o professor tá ensinando os riscos da gravidez da adolescência.

ps: odeio também o “classe média sofre” tanto quanto “agora virou errado ser branco” , assim como detesto tudo que põe o “vocês, heim”, te posicionando diferente do resto do mundo, além de detestar todas as generalizações contra-evolutivas do pensamento. OU SEJA, basicamente detesto todos, igualmente. Certos, errados, politicamente corretos, babacas, errados, politizados, etc, etc. Qualquer chavão me cansa. Basicamente porque mais ofende do que passa qualquer coisa que você queira passar.

I go crazy cause here isn’t where I wanna be

Outro dia chegou lá em casa a intimação de comparecimento para o julgamento do cara que me assaltou no dia que meu pai fui internado na uti. Quando a intimação chegou, minha irmã achou que eu estava sendo processada por alguém por causa de um projeto que eu tô trabalhando. A vibe atual é essa. Mas não é disso que eu quero falar.

 Olhando para aquele papel entregue pelo oficial de justiça, comentei “ao menos valeu a pena”. Cinco horas em uma delegacia, toda machucada, para fazer um BO num dia que meu pai tinha sido internado em estado grave.

 A grande realidade é que tudo isso ficou meio vazio, porque não sei se vale a pena a pessoa ser presa por ter piorado um dia muito ruim. Parecia meio uma lei de compensação de do universo aquela questão toda que eu tava fazendo no dia do assalto, de pelo menos ter o poder de solucionar um dos meus problemas. Mas já fazem quase 4 meses e meu pai tá muito melhor. Não preciso mais de compensação, a maior solução que eu queria era essa e já veio. E ainda assim vou ser obrigada a ir lá e falar que ele me bateu sim, me jogou no chão sim e me machucou sim, e provavelmente a pessoa vai levar uma sentença qualquer e vai cumprir um 1/5 dela e em um ano e pouco vai estar ai na rua, assaltando mais meninas cujos pais foram internados na uti naquela manhã.

Infelizmente, não tem compensação do universo nesse caso. Não vai ser uma coisa de karma positivo, no qual o moço vai aprender que não tá tudo bem assaltar meninas que estão esperando carona, chorando na rua, e ai depois de ficar preso, ser reinserido na sociedade belamente, talvez até participar do programa de egressos que a moça que senta atrás de mim do trabalho gere. Muito provavelmente não vai ser assim. Ele deve ser preso, cumprir a pena e cumprir um ciclo vicioso guardado para gente que assalta pessoas na rua por causa do consumo de drogas. Eu só vou lá para cumprir uma parte do processo, cumprindo meu papel de “vítima”. Sem solução.

por isso vou ficar só mais um pouquinho

Abri o vagas.com e escrevi minhas principais qualificações. Apareceu uma vaga certinha para o que eu sonhava. Talvez eu esteja fazendo as coisas certas.

A questão é que eu tenho um plano bem claro, na minha cabeça ao menos. Acabar a pós, juntar toda a experiência desse mundo e me tornar foda. Parece o de todo mundo, mas eu quero fazer isso enquanto faço bem para os outros.

Ontem entrando no elevador, para ir embora, me perguntaram se eu não quero mudar de área. “É o que você estuda na pós”, argumentam. Não importa o quanto eu pense a respeito, se sim ou se não, tem um tanto de “o que eu quero ir embora daqui a x tempos e mudar de área me obrigaria a ficar aqui mais tempo”, mas não vou dizer isso.

Tenho um temor muito grande de tudo que possa aparecer no meio dessas planos tão planejados.

I’m really gonna miss me picking fights

Eu tenho todo um discurso ensaiadinho: quando é sobre gente, não tem porque o drama (mesmo com essa crença negando tudo que eu sou/faço). Quando você repara que o esforço do lado de lá não corresponde à expectativa do lado de cá, não tem porque sofrer. Que nem aquela música da Maria Rita “é uma pena, mas você não vale a pena”. Não tem porque ficar se perguntando “porquêmeudeus” ou sofrendo píncaros. Pega aquela decepção toda e aceita: no final das contas aquela pessoa é assim mesmo. Disso você mede e descobre se compensa manter aquela pessoa real, sem as suas expectativas distorcidas, na sua vida. Se compensar, só modificar a expectativa. Fácil. Simples. Quase sempre a gente achava que era uma coisa e era outra, achava que era quase namoro e era uma coisa eventual, achava que era uma grande amiga e é uma colega de saídas. E tá tudo bem. As pessoas têm direito de serem menos. É só se ajustar às pessoas. E a gente tem o direito de querer mais, assim decidindo que a pessoa real, quebrada, errada, que não dá tanto quanto a gente doa, não cabe mais na gente. Ai é só praticar um processo de desligamento, que nem sempre é fácil, nem sempre é indolor.  A dica é que é só repetir bem alto “não é o que eu quero” pra fácil convencimento de que cortar pela raiz, sem avisar e sem DR, é a melhor estratégia. Sem dramas.

Ou então você aceita. E depois decide se o “novo” outro vai ter o mesmo tanto ou menos de você. Eu quase sempre planejo por menos, mas acabo dando o mesmo tanto.

Tenho certeza que já escrevi sobre isso aqui em algum momento, mas toda vez que me vejo tendo que auto repetir o discurso ensaiadinho, parece que se eu escrever aqui, aceito melhor.

(que esteja claro que eu sou consciente que todo esse post pregando a ausência do drama é na realidade um drama sem fim)

mas mesmo sendo de antes, eu nunca me esqueço

Eu postei, erroneamente, ontem e hoje dois posts que estavam nos rascunhos do blog.  Um de 2010 e outro de 2011. Minha intenção era posta-los na data devida, mas por erro e distração, saiu aqui, em pleno janeiro de 2013. Impossível não imaginar que foram pros feeds das pessoas (porque de fato foram) e agora todo mundo pode estar achando que eu estou em uma enorme crise.

Enfim, não estou em crise tão enorme, são apenas posts passados que eu, no momento em que os escrevi, devo ter achado muito loser para postar e eu, de agora, acho que são apenas reais.

Quando o tempo passa a gente assume melhor a dor.

(porque eu estou lendo rascunhos do blog nos intervalos do trabalho, ai sim, são indícios de possibilidade de crise real :p)

Abre o guarda chuva que hoje o sol desistiu de sair.

Tá tudo bagunçado de novo. E a culpa é minha, só minha.

Entra no meu quarto e se assuste. Tudo um caos. Me vestir de manhã tem sido uma tarefa complexa. Minha alimentação tá uma droga, eu saltei vários dias da pílula, sendo que lembrei dela cada um desses dias, mas naquela auto-sabotagem básica, não tomei porque tava tentando encontrar “um novo horário ideal” – voltei ontem e foi o mesmo de sempre.

Não vou ao kickboxing e nem a academia há uma semana. A bem da verdade, não fui ontem porque fui chegar do trabalho já eram mais de nove horas.

Meu cabelo tá um caos, mas a gente pode culpar o clima. A minha pele também tá com uma tendência de revolta que eu não via há tempos, socorro. E ESSAS OLHEIRAS, GNT. ALGUÉM ME SALVA? É PEPINO NA CARA? É COMPRESSA DE ÁGUA QUENTE? QQEUFAÇO?

Mas ao invés de reclamar, sendo eu essa nova pessoa proativa (risos), bora pensar em medidas efetivas para a solução dos problemas acima descritos. E sim, eu, eu, eu, eu, eu.

Promessas para essa semana:

– arrumar meu quarto e organizar minhas roupas.

– pagar meu cartão, socorro (não é promessa, é obrigação)

– NÃO comer doce.

– já disse NÃO comer doce (mais?)?

– tomar o remédio.

– lavar o rosto.

– rezar pro santo dos cabelos.

– comprar mochila.

– ir a academia AO MENOS uma vez.

– dormir ao menos oito horas por noite.

Depois eu conto quantas eu cumpri e a gente mede meu índice de comprometimento. :p