this is love, yo

Uma vez fiz promessa de emagrecer 10 quilos se o Atlético não caísse pra série B. Foi na igreja e tudo, ajoelhada e rezando muito. Fui lá e emagreci o dobro disso e, apesar de não ter caído naquele, o time ainda quase caiu no ano corrente de tanto emagrecimento, mostrando que não é o meu esforço que controla a qualidade do futebol atleticano.

Em 2012, no entanto, emagreci o total de 0 kg e o time teve a melhor campanha desde 1999, que se você pensar bem faz tempo demais. Mais uma vez empiricamente  comprovado que meu peso e o Atlético não se comunicam tanto assim.

Ainda assim, fica prometido regime a partir de amanhã – mas só porque agora vou ali almoçar na casa do meu pai e fazer dieta pós ano novo com sobremesa seria maldade tremenda – emagrecerei muitos quilos e o Atlético vencerá muitos jogos.

Porque gente séria é assim, liga coisas completamente aleatórias em promessas de ano novo com futebol. O amor tem dessas.

ps depois do almoço: tinha uma aranha no meu pedaço de torta. uma fucking aranha. quer mensagem mais clara de 2013 pra eu ficar LONGE de doce???

Cállate

O grande problema são as coisas não ditas. Não as suporto. Ecoam na minha mente muito mais do que as ditas erroneamente. Ficam ali me torturando, virando versões maiores e maiores, e mais inteligentes.

Mas me prometi lá algum discernimento, e com força de vontade tenho mantido (mais ou menos, pra ser sincera) dentro de mim o que na verdade podia estar sendo um escândalo do lado de fora.

Quanto a não externar, sou até capaz de fazê-lo . O difícil é não fazer ser um escândalo no lado de dentro. O difícil é a tortura de eu ter deixado uma oportunidade de ser BRILHANTEMENTE babaca passar.

 

Mas ao menos só em um do que nos dois. Tipo, antes não ser babaca e lamentar não ter sido do que sê-lo e ficar guardando sentimentos mistos quanto a ação. (mas gente, isso é confuso até pra mim?). Uma hora vai chegar e eu vou ser tão madura (sonho meu) que conseguirei abstrair. Resistirei aos babacas e não serei babaca!!! Imagina, uma vida com capacidade de abstrair todas as pessoas babacas, egoístas e idiotas que tão ai, vida a fora.

Porque essa é a minha tentativa de não ser nem babaca, nem egoísta e nem idiota, por benefício próprio.

Pero como sufro!

Sei que eu escancaro, tô muito preocupada, por sinal

Acho de um tanto muito injusto essa demanda de me lembrar dos outros. Lembrar que todo mundo tem medo de algo, todo mundo tá sofrendo, todo mundo tem problema e todo mundo ta fodido, senão igual, pelo menos muito. Pode estar todo mundo na merda, mas todo mundo não pensa em mim. Mas não pensa mesmo. Todo mundo tá mais é querendo que eu me foda, muito e substancialmente. E ativamente. Nego me fudendo ativamente só é passível se eu disser sim, caso contrário é equivalente a estupro.

E ai me vem nego e me cobra ser uma pessoa superior com alto grau de maturidade (say whaaaaat) que antecipa as necessidades dos outros e via uma análise profunda compreende que “nossa, tadinha, tão difícil, vou deixar você pisar em mim um pouquinho mais e abusar da minha paciência e amor próprio porque sua vida ta difícil”. NÃO.

Tá difícil é pra mim ter essa pessoa na minha, você não tá me entendendo?

Caso claro e clássico de “o problema não sou eu, é você mesma”.

E bora parar de ficar me prometendo que “a minha hora vai chegar”, que meu horóscopo de agosto já tinha prometido isso e fuén.

 

 

UFA.

you only live twice

desse post da tt, fiquei pensando na minha versão de mim inventada há anos atrás. porque em 1999 o professor de redação também me mandou escrever uma carta para ler 10 anos depois.

levei muito à sério a incumbência entreguei a carta para minha mãe guardar e só me devolver quanto eu já fosse adulta (já aos 14 anos conhecendo bastante bem meu dom de perder tudo e qualquer coisa). ficou a carta lá, selada, aguardando um amadurecimento que talvez nunca tenha ocorrido.

e 13 anos depois, segue a carta com a minha mãe.

eu poderia muito bem, agora, ir lá e pedir a carta. podia ver e rir as minhas expectativas precoces sobre o que faria da minha vida. aos 14 anos eu não previa crises, nem o divórcio dos meus pais, e muito menos passar tanto tempo morando fora do país. provavelmente pretendia uma vida muito bem resolvida, cheia de realizações. fora os erros crassos – eu queria fazer desenho industrial e mestrado na espanha -, porque é muito difícil aos 14 anos acertar a profissão que você escolheu aos 17 (sem contar os desvios que fez depois disso), meu maior temor é não apresentar pro meu eu de 14 anos nenhuma realização que eu contava ter.

estourando 3 anos o prazo do projeto de vida feito ali, provavelmente não tenho a vida profissional, financeira e sentimental que queria ter. mas meu fantasma nem é esse. errar aos 14 anos quem você queria ser é muito fácil. a tt queria ter uma coleção de mastins e ter a estatua da liberdade (uma vida de realismo fantástico e um puta deboche do seu eu futuro, heim). eu tenho certeza que só queria ser uma vez feliz. e continuo querendo. o fantasma MESMO estará em ter contato com meu eu de 6 meses atrás, porque em uns dias chegará uma carta aqui que eu escrevi em janeiro.

sim, senhor. escrevi uma carta para ser lida seis meses depois. numa jogada genial, chega por correio, pra eu não ter como esquecer, e com postal de algum ponto da europa, porque meu eu de 6 meses atrás se associava com gente mais internacional. e agora é que eu quero ver, como é que eu vou me explicar pro meu eu que ainda sou eu. porque nas expectativas dela, eu seria mais magra e mais realizada integralmente do que eu sou. meu eu de 14 anos não ficaria feliz com tantos desvios. nem a de 26 quase 27 em janeiro. mas minha eu de exatamente agora só manda o recado “só eu sei como sofri e o que tive de fazer, valeu”. numa vida de tanto almejar felicidade, o que constrói é o sofrimento (sente o drama).

essa coisa de prestar contas a mim mesma, ó. pior que auditoria.

O grande mal que você fez foi a si mesmo.

O egocentrismo leva à total falta de proporção das coisas. Dia desses participei – como ouvinte – de um monólogo de uma amiga ofendida por ninguém ter respondido um email ou tê-la visto durante o feriado que resolveu tirar satisfações, embora não tenha exercício a escuta das causas. eu, posteriormente, por email,tentando minimizar tudo, citei o fato que na minha despedida para os EUA, quando eu passei dois anos fora, ela não foi. Muito mais grave e sem ataques histéricos da minha parte.

Ela me responde que não era tão minha amiga na época. Logo, não fazia questão.

Sendo eu a mesma pessoa que era em 2007, afinal de contas, não é o aumento da amizade que diminui o fato dela, na época, não me considerar tanto, mas ser minha amiga, ao menos em algum grau, e ter me dado um bolo. Aí vem a pessoa assume ter magoado alguém, não demonstra qualquer remorso e abraça a posição atual de chilique. Sem pensar no transtorno causado ao outro.

Sabe, o problema da gente com os outros sempre tão com a gente, jamais com os outros. Porque talvez seja por se importar tão pouco com os outros que os outros estejam se importando tão pouco com você.

(sim, fiquei ofendida pela Alice de 2007)

too high, cant´come down

meu mais novo ambiente de convívio é master formal. na pós graduação em uma conceituada de negócios sobra salto alto, engenheiro e gente que eu olho bem e penso “porran, jamais cometeria”. a moça do meu lado (porque os lugares são fixos por matéria, socorro) tem a voz anasalada e um jeito muito chato. mas eis que naquele dom divino da vida, a pessoa que eu mais converso é a que tem, no fim das contas, mais a ver comigo. de 42 pessoas (42 pessoas, 2 turmas, 6 entradas por ano e 20 mil reais por pessoa, oi TE DOU 10 FUCKING MILHÕES DE REAIS, CONCEITUADA ESCOLA DE NEGÓCIOS?), a única de quem eu me lembro o nome agora escuta as músicas que eu escuto e vai nos lugares que eu vou. OH MY DEAR, BH. logo percebi que quando ela disse que a coisa que ela mais gostava e fazia era ir em shows, minha vontade foi gritar “EU TBM AMIGÃAAA”, mas eu sou tão chata ali (o que dá uma chance aos outros de não serem tão chatos, de fato, e aquilo serem máscaras) que minha lista esquecia de vida social e só tinha trabalho e objetivos maiores.

vale dizer que dos cerca de 40 coleguinhas de sala eu já falei com o total de seis, que são os componentes do meu grupo de debates. EIKE PRIMOR DE SOCIABILIZAÇÃO. e de todo resto flerto com a antipatia ou a quase indiferença.

mentira, né. que tem um cara muito bonito que se senta no lugar oposto ao meu, o que significa que naquela sala organizada de forma circular (sim, mesas em círculo, favorecendo democraticamente o debate, como uma moderna conceituada escola de negócios que se leva muito a sério deve ser para mostrar que eles e metodologias modernas são muito bests) eu fico de cara pra ele e vice-versa. não sei se ele me olha, se eu sou obrigada a olhar pra ele e como gosto do que vejo, presto atenção, mas ele tem sido o ponto divertido das 4 horas e meia de aula dos últimos dias.

daí eu saquei, pensando aqui comigo, que também não sei o nome dele. e que se eu sei o da menina lá é porque ela parece comigo.e deixa eu te contar que na mesa de cada pessoa tem o nome, enorme, para todos lerem. olho tanto pra ele e não sei o nome.

tive que constatar o óbvio: EU SOU TÃO EGÓLOTRA, QUE MEDO DISSO.

You’ve got to see the dreams through the windows and the trees of your living room

– ei, sonhei com você.

– dizem que temos uma vida enquanto dormimos e que continuamos vivendo por lá, no plano astral, mas que o tempo funciona de maneira diferente lá. os sonhos poderiam ser atividades presentes ou percepção do futuro, ou até mesmo contato com energias de medo e ou o mais profundo da mente. além disso, freud dizia que os sonhos são energia que nós não sabemos expressar, que aparecem no inconsciente. e ainda se diz que às vezes a alma, como não tem uma maneira consciente de enviar algo à personalidade, tem de usar os sonos para se orientar.

NOTA:

seja o plano astral, futuro ou presente, alma ou orientação, favor evitar tais sonhos, inconsciente. agradecida.

Instead of singing this stupid song

Sou ruim com datas. Uma vez eu tinha uma reunião e fui no dia errado, só fui reparar quando tava lá esperando e ninguém chegava. Dessa vez, convidei galere para ir no teatro e passei o dia errado da semana, sorte minha que minhas amigas são legais e vão mesmo assim.

A questão é que entre o erro primeiro e a falha segunda, eu fiz a auto-promessa de prestar muita atenção em datas. É tipo receber um convite e olhar direitinho no calendário que dia caí. I-M-A-G-I-N-A se eu falhei? Se eu faço isso com uma coisa BÁSICA feito checar datas, pensa no resto… pensa.

São tempos de auto-sabotagem. Mas eu preciso parar com isso NOW.

ps: me disseram que pôr inglês no meio das frases deixa tudo sem ~credibilidade~. De boa? I’ll keep doing it. Over, and over, and over again. Me deixa ser pedante em paz. Bjos.