todos os embates, todos os dilemas, manda me avisar

Não sei se é porque eu passei dois anos lendo tudo o que havia no mundo sobre crise financeira (minha monografia meio que era basicamente – completamente- sobre isso), acho crise uma coisa tão blasé. Uma galerinha se dá mal, o dólar sobe, os governos agem e c’est finni, né não? E nesse caso nem tem Estado quebrando, principalmente aqui na América do Sul. Relaxa galerinha do mal, que o mundo gira, Wall Street vai é ficar mais regulada e tá, em último grau vai ter queda de produtividade devido a falta de crédito, o que vai afetar o consumidor normal, mas mano, vocês não sobreviveram com inflação de 1000%? Isso é nada perto!

Falemos de futebol, ou não falemos. E o Atlético, heim? Tá em uma zona cinza tão sem gracinha. Tipo, nem tá muito perigando cair não, mas de maneira alguma tá ameaçando ganhar, e olhe lá, classificar, pra coisa nenhuma. Esse time não tá merecendo nem Sul Americana. Pobre e apaixonado torcedor atleticano. Ao menos eu não sou masoquista e foi-se o tempo (hahaha, tá, eu ouvia todo jogo até junho, confesso) que eu tava acompanhando mesmo o campeonato. Minha nova torcida é para o Cruzeiro não vencer. Só isso e eu fico feliz.

Ah. E fica a fé pro ano que vem.

Eleições. Mano, já é semana que vem. Eu perdi quase todo o processo, né? E cheguei em BH com o panorama já definido. Vai ganhar um cara com um jeito de safado que é da aliança do PT e PSDB. Isso mesmo, os dois partidos estão unidos nessa cidade de crê-em-Deus-pai. O mais próximo que tenho da eleição mesmo é que o comitê central do safado que será nosso próximo prefeito (cria do Aécio, futuro presidente do Brasil e do Pimentel, futuro governador de Minas) é do lado da minha casa. E bem no dia seguinte que eu cheguei dos EUA, gravaram, a todo som, um programa eleitoral – DE MANHÃ – me acordando e atrapalhando a minha paz. Eu tenho exatos 5 dias pra decidir em quem eu vou votar, fazendo o possível pra dar mais trabalho e postergar a eleição (jogando, obviamente, pro segundo turno) do ser safado que me acordou, claro (cretino).
[além do mais, ele inexistia antes dessa campanha, é super milionário, ganhou toda a grana de modo muito suspeito durante as privatizações de empresas de telecomunicação e esteve envolvido diretamente no mensalão. Ô POVO BRASILEIRO BURRO DA PORRA]
Posso votar em uma mulher que tem cara de chata, em um cara sem gracinha, mas que é primo do meu pai e tem meu lindo e belo sobrenome, ou em um monte de zero a esquerda que não tem chance nenhuma de ser eleito. Eu podia votar no candidato da minha mãe, que é o Sérgio Miranda e é o único político desse mundo que ela confia, mas isso não vai fazer diferença nenhuma. Então eu vou votar mesmo no meu primo ou na mulher sem gracinha. Pra vereador eu vou votar em um amigo da minha mãe, o que mostra a minha falta de noção e capacidade de votar, porque minha consciência política existe, mas é ignorada por mim mesma para seguir a minha mãe. Enfim.

Esses são assuntos além de mim que passam na minha vida, sob a minha (tosca) perspectiva. Fala sério, muito melhor ler sobre meus conflitos emocionais e buscas de emprego, né não?

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mesmo quando eu levo a vida de um astronauta eu sei quanto tempo que falta

Ultimamente uma das minhas atividades favoritas é ir no google, escrever dinâmica de grupo + blog e achar depoimentos reais de gente que passou pela coisa toda. Ai eu vou no orkut e vou em uma comunidade que fala dos processos de trainee e onde o povo fica comentando detalhadamente cada processo. É a falta do que fazer, é o excesso de foco que eu estou colocando, é tanta coisa que eu só posso mesmo é rezar, torcer e me esforçar pra uma hora um trem desses dá certo.

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Esse vai ser um post multimático, mesmo porque, não há muito a dizer de nada da minha vida. Já tem mais de um mês que eu deixei Washington. Que eu deixei aquela vida. A minha vida agora é essa. Tem um mês que eu ouvi pela última vez aquela voz. A sua voz. A voz.

Eu cheguei em BH dia 10 de setembro. Tenho 18 dias no lugar que eu chamo de lar. Vivendo minha vida normal, minha vida banal, minha vida igual.

E depois de um mês, e depois de 18 dias, eu ainda não achei qual caminho eu considere o certo. Talvez o certo vá ser o que aconteça, e o que aconteça quase certamente não vai ser o que eu escolher. A vida é tão ampla, as possiblidades tão diferentes, o destinos tão infinitos…

– Voltou de vez, Alice?
– Voltei até eu partir de novo.

estamos sós

Tem um dia que você acorda, suspira e pronto, *aquela* pessoa está na sua cabeça e não sai mais. Tudo muda depois daí. As interações tem mais graça, você fica meio nervoso antes de ver, coisa e tal. Mas tem um dia também que você acorda e pronto, ele não tá mais ali. É como se a ficha caísse e o “só o tempo cura” realmente fizesse efeito. Para fins não traumáticos, isso sempre acontece. A coisa não foi alimentada, nem a mais maluca das paixões vive só de pensamento e… fim.

Só por garantia mandei um email falando bom dia e contando de um sonho (que aliás, é mentira. Sonhei porra nenhuma com ele) que tinha tido, só pra ver se a não resposta, ou a resposta, fazia cosquinha.

Haha, thanks for that, Alice! It sounds like a funny dream. I hate it when I forget!
Hope things are going well in the land of fun in the sun. =)

Acho que ele acordou sem sentir nada por lá também.

The end.

Estamos sós até em pensamento.

os ais e os hão de ser

Existem coisas que são universais e uma delas é Jane Austen.

É fato que em qualquer lugar desse mundo vasto você vai encontrar uma menina igual a mim. Eu, no caso, sou uma grande enorme gigantesca mais que tudo fã de Jane Austen. :)
Proud of be it!
Tenho todos os livros, em inglês, e alguns quantos em português. Vi quase todos os filmes, baseados e a respeito, dos livros dela, especialmente de Pride em Prejudice. Desse, conheço quase todas as adaptações. Já li fanfic, de tão absurdo. Eu sou a feliz possuidora do dvd da BBC que dura 6 horas… e já o assisti dezenas de vezes, porque sejamos sincera, não me canso do Mr. Darcy, principalmente, ainda mais, sobretudo… quando vivido pelo Colin Firth (AI AI… suspiro alto mesmo). Aliás, meu ideal de romance é um tipo Bennet-Darcy e tudo o que eu quero da vida… enfim.
Nas minhas andanças pelo mundo eu achei muitas iguais a mim, tantas que vocês não imaginam. A Linnea, sueca, sabia todas as falas do dvd da BBC. As seis horas. Inglês britânico do século XXI.
A Jen tem todos os dvds. A gente leu livros juntas e fez um mini debate.
Sim, sou rídicula. SOMOS RÍDICULAS.

Bem… hoje eu assisti o primeiro episódio uma nova série inglesa, chamada Lost in Austen, sobre uma fã de Jane Austen, que assim como milhares de mocinhas maniacas pela obra de Jane Austen, principalmente Pride and Prejudice, recorrem ao livro sem parar. De repente essa moça, chamada Amanda Price, se acha dentro da casa dos Bennets e a história vai mudando insanamente sem a presença da Elizabeth e com a intervenção da Amanda. Ai ai. Só maniacos feito eu entenderiam.
Mas foi lindo. E tãaao engraçado. E empolgante!

Ok, não quero parecer ríducula, mas acho que esse era o sinal que eu estava esperando. Agora eu tenho algo para esperar por… sabe? Capítulo dois, vem n’i mim!

Tá, isso é mais ou menos tão legal quanto a dinâmica que eu fui chamada pra fazer terça. Aliás, saco cheio desses trens de trainne já. Hoje eu fiz uma prova tão difícil que minha auto estima caiu no chão. Sorte que me chamaram pra esse outro processo, que parece bem legal, mas eu vou gastar uma outra bela fortuna nessa viagem… é investimento, aparentemente.

Ao menos a Austen só me traz alegrias.
Tipo a cena do Colin Firth/Mr. Darcy saindo do lago em Pemberly. Ai ai.

A lady’s imagination is very rapid; it jumps from admiration to love, from love to matrimony, in a moment.

Mas só depois que a saudade se afastar de mim…

… se é que vai. Mas vai.

Sei lá, nos últimos dias eu tenho estado prostrada pensando mais em lá do que cá e não vivendo a realidade, se é que há alguma realidade a ser vivida. Na verdade eu estou esperando que alguma coisa de emocionante aconteça, ou que ao menos eu possa esperar por algo. Talvez eu esteja assim por não estar ocupada o suficiente. Não sei o que as pessoas fazem com tempos vazios, mas não há vida não. Ultimamente eu tenho sido uma saudade bem grande. Que uma hora dessas passa e é substituída por vida.

Tomara.

Uma história pra contar de um mundo tão distante

(23/04/08)

-Alice, o que você está fazendo?
– Eu acabei de fazer os certificados das autoridades que estiveram na Argentina.
– Deixa eu ver. Aiiii. Certificados é com um papel bonito que EU tenho na minha gaveta. Porque você não me pediu?

pensamento:PORQUE VOCÊ CHEGOU AS 10:30 DA MANHÃ E EU TÔ TRABALHANDO DESDE AS 9!!!!

– Vou te dar o papel novo e você que refaça. De agora em diante, sempre me pergunte antes de fazer.
– Nelly, o formato é diferente. A gente tá usando o que foi entregue na Argentina, não pode mudar nada.
– Se for pra mudar, eu mudo. Eu faço o que eu quiser.
pensamento: Você muda o quanto quiser. Mas quem faz sou eu. Sempre.

– Mas não tem como mudar, eles mandaram a imagem e a gente imprime os nomes sobre ela.
– Então refaça. Do jeito que eu quero. E não discuta comigo e nem seja teimosa.

(03/05/08)

Esse tem sido um semestre difícil e cheio de desafios. Eu decidi voltar pro Brasil e desistir daqui, a minha chefe se tornou insuportável e eu rezo a Deus, muito, para que os meus próximos chefes não serem tão insuportáveis. Meu primeiro passo foi comprar meu vôo para a Califórnia e planejar minha volta. Não tenho mínima ideía do que fazer depois disso, mas c’est la vie. O que mais me motiva não é a solidão, a sociedade ou simplesmente a vontade de mudança, mas a necessidade de recuperar a única coisa da minha vida que eu tinha um pouco de auto estima. Eu sempre me achei inteligente e capaz, mas ultimamente tenho perdido minha confiança, o que é ridículo e inaceitável. Presentemente estou muito feliz com a minha decisão e estou convencidada que qualquer pessoa que não concorde é só uma opinião de quem não conhece bem a situação. A única coisa que eu preciso me lembrar para que eu tenha força para partir, é o tanto que a minha chefe me desrespeitou e humilhou. Ela não me merece e eu mereço ser mais feliz.


lembretes a mim mesma do porque eu estar aqui.

afinal faz parte de mim ser assim

23 anos. formada em relações internacionais. fluente em inglês e espanhol. dinâmica. flexível. ampla vivência internacional. experiência de um ano e meio de trabalho em uma organização internacional. grande capacidade de análise. pesquisa na área de finanças internacionais. média 9 na faculdade. bom network. facilidade com computadores. mobilidade geográfica. independente. interesse em trabalhar com/na américa latina.

 

23 anos anos. instável. preguiçosa. desorganizada. inquieta. persistente. tendência ao platonismo. reclamadora crônica. sorriso torto no lado direito. cicatriz no queixo. viciada em internet. adora viajar. carente. vontade de ir embora. vontade de ficar. já disse indecisa?

palavras ao vento sobre mim (o autocentrismo é rei)

eu mudo de opinião tantas vezes durante o dia que quando busco encontrar alguma coerência nas minhas ações e pensamentos, não é de se espantar que haja dificuldade. antes eu achava que era dinâmica, agora só me acho mesmo perdida.

e até parece que eu sou especial por ser perdida, perdidos estamos todos, mas simplesmente tem gente que tem mais consciência disso.

não se preocupe. daqui a pouco eu me acho e tenho um tantão de certezas que dá até naúsea nos perdidos.

foge que eu te encontro, que eu já tenho asa. isso lá é bom?

eu que me pergunto.

(maior achei minha música atual:
Doce Solidão, Marcelo Camelo
Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?)

Domingo, 22 de Junho de 2008

um post escrito no passado, em outra parte.

Perguntas. 

É, quer saber? Eu tenho medo mesmo.
Eu tenho medo de tomar a decisão errada, seja-no-que-for da minha vida e depois ter que viver com a culpa e a responsabilidade de ter traçado meu próprio destino. Ai que saudades que eu tenho de quando alguém me guiava e a minha opinião só importava pra escolher se eu queria vestir verde ou amarelo ou comer couve ou não.
O fato é que cada vez menos as pessoas querem interferir nas minhas decisões. Eu ligo pra minha mãe e ela diz “tá nas suas mãos”. Ligo pro meu pai, “faz o que você quiser, querida”. Pergunto para um amigo, “escolhe o que você achar melhor”.
Alô? Se eu tô perguntando é porque eu quero saber! É porque eu não quero ter as decisões nas minhas mãos, nem fazer o que eu quiser (porque eu nem sei o que eu quero) e não acho que nada vai ser melhor a nada.
Eu quero respostas claras e simples: o que eu devo fazer?
Você acha que eu já compro minha passagem pro Brasil? Quando você acha que eu devo contar pra minha chefe que eu vou embora? Eu devo realmente ir embora? Eu devo procurar um emprego no Brasil? Eu devo estudar para um mestrado? Eu devo fazer mestrado fora ou no Brasil mesmo? Que mestrado eu devo fazer? Eu devo falar com o gringo? Devo dar mole pra ele? Devo ligar? Vale a pena eu investir meus sentimentos sendo que eu vou embora em dois meses? And goes on.
Favor responder.
E arcar com a responsabilidade da resposta.
Grata.

 

depois de ontem – a busca pelo emprego

então eu sobrevivi a minha primeira dinâmica de grupo. a primeira de muitas, eu espero.

vou te dizer que a minha preparação via internet, lendo tudo que eu achava pela frente a respeito de dinâmicas, da empresa e etc, tinha me deixado meio em pânico. as pessoas pintam um cenário horrível e muito negativo, extremamente competitivo, humilhante e cheio de atividades inúteis.

talvez outras sejam assim, mas essa nem foi, heim? eramos só 10 pessoas, sendo que só uma era de sp (todo o resto tinha viajado (e muito) pra estar lá) e as atividades eram claras. eu devo dizer que cometi meus erros, no início estava bastante nervosa, fui desorganizada na minha apresentação e esqueci de colocar título na redação… mas me saí muito bem na análise do caso, passei confiança… como experiência valeu. sobrevivi. não sei o que as moças lá especialistas vão achar, porém, mesmo não passando, sai satisfeita.

e de quebra, no ônibus de volta eu ainda conheci duas meninas que passaram ano passado em vários programas de trainee e escolheram onde iam trabalhar. É POSSÍVEL! (aparentemente, só escrevem na internet coisas de dinâmica os losers que não passaram… hahaha)

fica a lição para a próxima.

*por favor, que haja uma próxima*