I get to play at being irresponsible

Eu sempre fui uma garota de meninas, no sentido de ter quase que somente amigAs. Dá pra contar nos dedos os amigos, sobretudo héteros, que já tive. Os que tive, em sua maioria, passaram pela minha vida. Foram relações com tempo determinado, apesar de importância clara. Nunca tive dificuldade de fazer amigas, de conquistar simpatia, confiança, de estabelecer laços e me encaixar em grande parte das conversas do universo feminino. Mas nunca consegui manter relações equivalentes com homens, que ocorressem naturalmente, e não por motivos específicos, como dividir um apartamento, ter a mesma chefe cobra, essas coisas. E todas, literalmente, atenuaram na intensidade depois do fim da circunstância específica. Coisa que não posso dizer, por exemplo, da minha relação com algumas amigas. Não vejo a Jenn e a Margot há mais de 2 anos, mas tenho certeza que existe a amizade ainda, com igual vontade. Não passa. O que é um contraste com a minha irmã, por exemplo, que, naturalmente, sempre se cercou mais por homens. E olha que assuntos tipo futebol, luta e alguns dos clichês masculinos são amplamente dominados (e amados) por mim… e pela minha irmã não.

Devido a esse meu ~jeitinho~ de ser, sempre me falta o insight masculino. E eu sempre fui bastante consciente disso. Mulher pensa de um jeito bem específico, focado na super análise das coisas e de tentar sempre chegar num ponto que diz exatamente o que você queria escutar. Falta o tal do choque de realidade.

Na minha viagem, um vez, me vi em uma situação bastante diferente da usual. Apesar de ter feito mais amigas do que amigos, ter me cercado ais de mulheres de que de homens e ter trocado mais confidências com elas do que com eles, certa noite me vi conversando da minha vida com somente homens. Uns 6 brasileiros me ouvindo e me aconselhando… eis o tal do insight ali, de graça!

Obviamente eu tenho que levar em consideração que o ambiente específico atraia apenas rapazes idealistas, cheios de boas intenções e com uma vontade danada de ser feliz e livres nesse mundo. Nenhum deles era machista, preconceituoso e todos tendentes a ser sensíveis até demais, pra normalidade. Sacoléqueé, né. Essa galere ligada à causas sociais e mudar o mundo. :p

O grande detalhe é que todos eles acreditam no amor. Não que minhas amigas, e eu, não acreditemos. Mas acho que, nessa altura da vida, a gente acredita antes no se cuidar. Tem que estar muito cega, ou com muita certeza, pra mandar um: AH, VOU MERGULHAR, O QUE FOR, SERÁ. Mas o conselho da maior parte dos rapazes ali era SEMPRE mergulhar. Um até mandou um muito brega “não é porque a rosa tem espinho que você vai parar de achar ela bonita”. E eu, cara, com essa vida, me tornei uma pessoa muito cheia dos nãos e dos poréns. Sempre buscando ficar consciente, o máximo do tempo possível, antes de me jogar, buscando evitar, sempre, me espatifar no chão. Mas eis que a gente se espatifa. E não se espatifar significa também não viver.

Então vou tentar seguir o insight masculino, mudando o comportamento. Na terra dos clichês, nunca se consegue nada novo fazendo tudo sempre igual. Let´s try to dive in. E se espatifar.

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You’ve got to see the dreams through the windows and the trees of your living room

– ei, sonhei com você.

– dizem que temos uma vida enquanto dormimos e que continuamos vivendo por lá, no plano astral, mas que o tempo funciona de maneira diferente lá. os sonhos poderiam ser atividades presentes ou percepção do futuro, ou até mesmo contato com energias de medo e ou o mais profundo da mente. além disso, freud dizia que os sonhos são energia que nós não sabemos expressar, que aparecem no inconsciente. e ainda se diz que às vezes a alma, como não tem uma maneira consciente de enviar algo à personalidade, tem de usar os sonos para se orientar.

NOTA:

seja o plano astral, futuro ou presente, alma ou orientação, favor evitar tais sonhos, inconsciente. agradecida.

I think of him when I´m doing the dishes

os dentes, definitivamente os dentes. e o sorriso. as espinhas no pescoço, já falei que são horrendas? os olhos verdes que quase não tem rasguinhos castanhos ou pretos, sendo dum verde excessivamente intenso. incomoda esse olhar, cara. ainda mais pra quem não é boa em contato visual direto. e a meditação? os mapas astrais? o cristal no pescoço! a atitude mística, no geral. ele dançando…

peraí, eu já disse que ele não me atraí?

mas daí vem aquela amiga, a que conhece cada história, das importantes às irrelevantes, e pergunta: o problema são todos esses ou porque não foi você quem escolheu primeiro?

bom, pergunta difícil essa, só as muito espertas sabem reconhecer.
sim.

e porque não dar uma chance, embora a distância seja enooooorme, e simplesmente não deixar ele tentar?
pois é. vai que a resposta está justamente em não ir pelo impulso inicial (que seria RUN FOREEEEEST). isso. vou dar uma chance. vai que ele é genial, agradável, tudo que eu sempre quis nessa vida? se eu mudar pra indochina a culpa é sua.

poucas horas depois decido comprar uma passagem pra bolívia pra ir ver o brian enquanto ele ainda está lá.

ps: fora a última linha, todas as outras não se referem ao brian.

´God help the girl, she needs all the help she can get.

Where they play the right music

Mulher forte sobrava por ali.
Tinha uma canadense que um pouco mais velha que eu, coordenava um projeto na Nicarágua todinho baseado em estudantes canadenses com boa vontade e verões livres. Tinha uma madrilleña indo fazer mestrado em direito internacional na Austrália e que no processo de mudança se apaixonou pelo baiano modelo no post acima e perdeu qualquer foco no programa, mas ganhou o modelo. Tinha uma coreana radicada nos EUA que era pura doçura, fofura e curiosidade. Uma colombiana que largou emprego e tudo em busca do sonho e que agora quer empreender.

As brasileiras, cada uma uma magia. A Dé é, aos 22, mais madura que eu serei aos 27, idade que completo em uma semana. E um brilho no olhar, uma certeza de destino… A Lê é alegria pura, simples e transparente, menina maior moleca. A Gabi é uma menininha mimada fofa que saiu da zona de conforto dia a dia e em 12 dias era mais mulher do que jamais foi. A Eliana em 12 dias virou meu anjinho, uma fonte de calma e comprometimento. A Elise, a mais fofa de Floripa, que me ensinou tanto, me apoiou tanto. A Raila, toda diferente, toda energia. A Marina, mais com jeito de fora do mundo do que de humana, desafiando tudo com olhos verdes intensos e um silêncio tranqüilo. A Pati, futura mamãe, voz linda e poder de transformação. A Mariana, fotógrafa, forte, quase inumana de tão tão, pura energia masculina, mas cheia de amor.

Todas essas foram somando em mim, me ensinando coisas, me desafiando, aprendendo comigo. Melhores 12 dias da minha vida. E só falando de todos eles consigo passar para vocês metade da magia que vem dessas pessoas.
Back to real life e comprometida a fazer valer tudo.

Dia 5 da depressão pós imersão.

Vem, vamos além!

No programa tinha bem mais mulher que homem, é inegável isso. Mas os que tinham eram de qualidade. Grupo seleto de meninos, todos tendendo a uma grandeza de caráter que se fosse repetida por ai, quiçá tava salvo o mundo. Os brasileiros eram todos diferentes, mas todos incríveis.

O primeiro deles foi um baiano lindo, porte de modelo, modelo, e nem por isso, tão de jeito de modelo assim. O Yuri, apesar de ser um cara novinho, com toda imaturidade que 22 anos de idade garantem, tem umas idéias lindas de transformar a sociedade. E mais que isso, ele tem um plano de ação, com nome sobrenome e objetivo traçado. Ele se meteu em um romance com uma espanhola, o que o colocou no alvo de qualquer roda de fofoca formada por duas ou mais mulheres. Mas no fim, ganhei um amigão que, formado em psicologia, me deu uns putas insigths para que eu saísse da minha zona de conforto e me desafiasse. Ele fez uma das frases que eu escutei e mais ecoou na minha cabeça fazer sentido, mesmo que cinco anos depois “eu nunca imaginei que alguém tão imaturo me ensinaria tanto”.

O Ítalo foi ódio a primeira vista. Mas depois foi paixão à primeira fala. Vi todos os defeitos do mundo nele, logo de cara, pelo facebook. Discuti meu ódio com a minha família no natal, que sabidamente me mandarameu bloquear os feeds dele pra não gerar um ressentimento que atrapalhasse minha relação com o garoto que nasceu em 1992, Isso. 1992, quando eu já era alfabetizada e multiplicava. Acontece que o desafio dele era parar de ser tudo aquilo que me irritava. E que eu fui intrometida e fui dar umas dicas. E que ele curtiu. E que ai, numa atividade em que a gente escrevia uma faixa desejando ou reconhecendo qualidades uns aos outros, ele me escreveu um “raridade”. MERMÃO. Q LINDO. Sem falar da vida desse garoto, que inspiração. De origem pobre, dos confins do Ceará, foi crescendo e desenvolvendo uma liderança que o levou a fundar uma ONG contra a exploração e violência sexual e à ganhar uma bolsa integral pra uma universidade norte-americana. Isso tudo tendo nascido em 1992.

Pra não dizer que afinidade conta tanto, eis aqui alguém com quem não me alcançou em nenhum sentido, mas nem por isso menos incrível. Novíssimo, empreendedor social, comunicativo e com o dom de conquistar a atenção e dar conta dela, o Luciano tem uma porção de sonhos e um coração enorme. Mas porra, precisa aprender a ficar em silêncio.
Daí também tinha o Paulinho, que é uma delícia, lindo, lindo, lindo. E trabalha num dos programas mais lindos que eu conheço. Com uma risada deliciosamente pateta e um sotaque mineiro mais mineiro que o meu, sem o sê-lo, expira simplicidade e inspira confiança. Puta exemplo, oi.

E o último dos garotos é o Giovanni, que eu já conhecia, mas que dessa vez me deu acesso completo à compaixão real e intrínseca que uma pessoa pode ter. Também de origem simples e cabeça no vento, faz USP, trabalha, luta e é. Um dos melhores abraços e olhares compreensivos que eu já recebi.

E como eu abracei, beijei e fiz carinhos nesses meninos. Eu, heim. Esse programa me fez uma manteiga derretida, do tipo que chora em despedidas, coisa que nunca fiz, nem ao ir embora de tantos lugares quanto já fui.

Dia 4 da dpi…

If someones got a heart of glass

Se tinha árabe, também sobrava indiano. Eram dois. Um de 34 anos, que já fez de tudo na vida, coordena uma organização linda que revoluciona o sistema de educação na Índia. Super místico, Manmohan foi fonte de inspiração e tranqüilidade constantes, saiu da extrema pobreza pra alcançar o mais lindo dos panoramas. O extremo era uma menininha de 18 anos, mimada, chata pra comer, magrela e de voz estridente, fala rápida e aquele inglês incompreensível de Bollywood, mas no fundo Tasmeen é uma menina cheia de futuro, só tem que crescer muito.

Citada no post de antes, tem a Janina (I-a-n-i-n-a), filha de judeus russos, nascida em Israel, da extrema esquerda do país (contra parte da política externa de Israel em dezenas de aspecto), mas nem por isso menos influenciada pelo meio em que vinha. Falava mal de palestinos sem fazer esforço e querendo ser compreensiva, mas sendo completamente insensível. A Farrah teve que contar até dez uma boa dezena de vezes, embora elas tenham muitas vezes migrado para a questão árabe-palestina. Eu briguei, no segundo ou terceiro dia, com a Janina, devido ao fato dela ofender o grupo ao discordar da execução de um exercício. E a briga fez com que eu gostasse dela, porque ela me escutou, pediu desculpas e se explicou. Ali era muita gente forte, muita gente com posições firmes, achar um equilíbrio é algo enorme. A Janina é muito mais do que judia israelense. Ela é fascinada pela questão de gênero, acredita no poder da liderança feminina e é genial nesse campo. E no final ela me disse que eu era inspiradora, forte e inteligente. Depois vou explicar aqui minha nova teoria de espelhos, porque a Janina é exatamente o que ela descreveu de mim.

De uma pragmática de carteirinha para um místico assumido, tem o Martín, um diplomata argentino que faz mapa astral e conhece signos e ascendentes como se fosse a Susan Miller (quando eu leio de um site, é ok. Quando a pessoa sabe tudo porque sabe tudo disso, fico com um pouco de medo… ainda mais sendo homem). Martín, quando não discute política externa Argentina e a ONU, medita. Eu fiquei bem empolgada com um argentino pra eu praticar meu espanhol nem mais tão portenho assim, e por algum motivo random Martín resolveu gostar muito de mim. A questão é que os olhos do Martín me assustam, talvez por olharem tanto pra dentro, são de um verde absurdamente claro, e me geram um desconforto. Isso fora o fato de eu não me sentir nem um pouco atraída por ele, e ele dançar de uma maneira peculiar. Martín me chamava de bonita umas 3 vezes por dia, mas o nível de elaboração do dar em cima nunca saiu muito daí. Martín é um diplomata místico tímido, mas na última vez que falou comigo falou uma porção de coisas e eu não escutei nada, porque eu só pensava em sair daí. Na última vez mesmo, eu levei o Martín a dar em cima de mim, provocando, só pra provar meu ponto de ser uma cretina manipuladora de quando em quando. Martín terminou me perguntando se eu me casaria com um argentino, e eu disse que não. No fim das contas, com o Martín eu só aprendi e pensei em mim.

Dia 3 de depressão pós imersão

I know we all have a similar dream

Minha colega de quarto era libanesa. Ela mora em Paris, tem 21 anos, já está fazendo mestrado em Segurança Internacional e o sonho dela é mudar o papel da mulher na sociedade libanesa. Ela detesta quase todos os homens árabes por considerá-los hipócritas, e enfrenta a sociedade ocidental mantendo os seus valores e formando opiniões sobre tudo. Se por um lado ela debate o Hezbolla com a israelense do programa, a noite ela fala com preocupação de como vai achar um marido não morando no Líbano, principalmente um aceitável. Ela só não quer hipocrisias. Com 21 anos a Farrah é das mulheres mais fortes que eu já encontrei na vida. E os sonhos dela simplesmente me fizeram sentir uma inspiração, uma vontade de ser quem eu quiser, de fazer o que eu puder. Ela contou que na Copa de 98 ela foi a única menina em uma fila enorme pra trocar tampas de Pepsi por uma bola com a assinatura do Roberto Carlos e do Ronaldo. E que ela foi a primeira a chegar. Ela ainda prometeu que quando ela casar, paga uma passagem pro Líbano pra eu ir assistir. Fiz a amiga mais culturalmente diferente de mim em 12 dias.

O cara de Omã não era gatinho. Mas tinha os olhos com mais brilho que eu já vi na vida. Tanto amor, tanta vontade, tanta paixão. A expressão em inglês de “what makes you heart to sing” se aplica ao Hassan. Ele é tudo o que a Farrah dizia não acreditar que existisse na sociedade árabe. E é casado e não quer uma segunda mulher, embora seja muito comum em Omã. Ele tem um burro de estimação, trabalha no mercado financeiro e paralelamente desenvolve uns cinco projetos sociais diferentes. A pessoa mais doce que eu já conheci na vida é um homem barbudo com uma barba característica islâmica que me abraçou no penúltimo dia enquanto a gente colocava velas em barquinhos e soltava no lago e me disse “você é linda”, e hoje, ao se despedir de mim, me disse “seja forte”. Véeeeeeei…

A minha coach em todo o processo foi uma turca linda e feliz, que me contou em segredo, no primeiro dia, que estava grávida. Há 5 anos, no mesmo programa, quando era participante, conheceu o marido. É um italiano gatíssimo e chamorsísmo. Go, Go, Handam! Ela disse que eu passo segurança e empatia. Hoje de manhã, quando me despedia das pessoas, foi só olhar pra ela que eu cai em prantos. Não porque eu estivesse triste. Mas porque eu nunca acreditei tanto em mim quanto me expressei perto da Handam. E raramente me abri tanto, tão profundamente, com alguém.

O quarto islâmico da brincadeira, Ahmed, nasceu no Iêmen, mas migrou pra Inglaterra quando criança por causa da guerra do Iraque. A de 1992, no caso. Ganhou muito dinheiro na vida, mas um dia acordou e resolveu ir atrás do valor. A pessoa mais animada que eu já vi na vida. A Farrah disse que não confiava nele, porque tendo crescido em Londres, era óbvio que era a personificação de todas as hipocrisias islâmicas (estilo não comer carne de porco, mas beber e fazer sexo antes do casamento, querendo casar com uma virgem). Só que hoje eu descobri que ele não bebe e nunca bebeu na vida. E o mais sonho dele é efetivar o “Power of 10”, no qual ele qualifica 10 pessoas para praticar um “empoderamento” (puta palavra feia com significado lindo) e essas 10 tem que passar pra frente, empoderando pessoas.

Isso só pra ficar no mais diferente (e completamente apaixonante) de todas 40 pessoas com quem eu passei meus últimos dias. Amar gente assim é fácil. Você se apega em 12 dias de imersão e fica triste de não ter eles para sempre do lado.

Dia 1 da Depressão pós imersão.

My love is like a river.

Num 2012 no qual minha modalidade favorita tem sido guardar rancor à distância, esse 7 de janeiro me surpreendeu. Tenho repetido, mentalmente, vezes e vezes, aqueles clichês de gente auto-determinada em ser ~~forte~~, “não ter como prioridade quem me tem como opção”, “não fazer esforço por quem não faz por mim”, essas frases básicas para me auto-convencer a fazer pouco esforço por quem não tenta muito me ter por perto. Ontem fui dormir me dizendo esse tipo de coisa, já que, sexta-feira, eu e São Paulo e os meus motivos de ter vindo mais cedo optaram por não me ver.

“Optaram” é equivalente a ter programa melhor do que me ver, ou ter programa e não me incluir, tendo em vista que não sou daqui. Passei a noite assistindo todos os episódios de Revange, e menina, qqisso. Inspirou ainda mais minha vontade de ser ~~~bélica~~~.

Mas cara, meu coração é de manteiga e meu amor, uma vez ganho, tende à uma fidelidade impressionante. Tô aqui dobrada, apaixonada, amaaaando meus “irmãos” de Argentina. Um dia todo de risos, memórias, futuros e confiança. Cinco anos e meio depois, tudo faz sentido, tudo dá liga. A afinidade é impressionante e o carinho é enorme. Sou uma bobona, sei nem guardar rancor direito. Revange doesn´t sound to be my game.

* Das épocas que trânsitava mais por São Paulo, nunca fui tão feliz e segura quanto ao lado dos meus amigos. Amor de verdade. Te lo juro.