So cast your hapiness into the sky

Eu choro muitos chorinhos nessa vida (e trago todos para esse blog), mas sorrio muito também. Ontem fiquei um tempão pensando que tenho muita sorte, só que a gente é mais acostumado a se queixar que celebrar.

Se a equipe bate meta, segue a vida. Se não bate, ai ai ai, cabeças vão rolar. Se seu namorado te trata mal, as amigas escutam todos os dramas. Mas ninguém conta do domingo gostoso vendo Netflix.

Todo mundo acha ridículo gastar energia jogando confete. Mas a vida é mais linda quando a gente celebra até as coisas pequenininhas.

Dia desses penduramos uma rede lá em casa e eu resolvi compartilhar muito a minha felicidade em redes sociais. De manhã eu já tinha esbanjado, de biquíni na laje, postando fotos gata molhada. Daí fiz um videozinho na rede dos meus pezinhos balangando e pum! Caí de bunda no chão.

Isso mesmo. A rede não arrebentou nem fui eu que no auge do estabanamento, caí. A rede soltou do gancho numa ação ninja do olho gordo ou então só das ironias da vida. Minha perna tá com um roxo enorme e minha mãe dá uma risadinha sempre que me vê perto da rede.

Como lição aprendida, vou celebrar escondido. Até o mundo começar a aceitar que o que me cabe é a felicidade mesmo. E bora ler na rede porque é bomdemais!

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it’s always better when we’re together

hoje foi um dia atípico. comecei ele escrevendo uma nota com um monte de meninas que conheci pelo twitter.criamos um arquivo  pelo drive e ficamos horas debatendo sobre como nos posicionar com algo que não gostamos. postamos na internet e fomos dormir.

depois, passei a manhã brigando com machistas do meu convívio próprio. ouvi um “amigo” dizendo que não tinha que me respeitar porque era hipócrita e de argumentos rasos.  voltando para casa, agendei uma entrevista sobre esse tema a tarde. morri de medo de falar merda em plena televisão (e de ficar feia também, quem eu quero enganar?).

vi a nota virando reportagens, sendo discutidas em canais esportivas e dominando a internet hoje. li comentários lindinhos, mas vi mais discursos de ódio. algumas das meninas foram ameaçadas e eu virei oficialmente uma feminazi esquerdopata (?).

mas a parte mais mágica, a mais incrível mesmo, foi ver a sororidade brotando de tantos lados. amigas nos apoiando sem a gente nem pedir, meninas que eu nem conheço compartilhando o texto e nos dando razão, além da criação de um laço lindo com um monte de garotas que pensam igualzinho a mim.

na briga de “de manhã”, meu “amigo” disse que me pediria desculpas se o meu mimimi fizesse algum efeito. quebrei a internet, a empresa de material esportivos fez uma nota pedindo desculpas e os dirigentes do meu time tiveram que receber inúmeras ligações. por causa do mimimi. ah, e meu amigo pediu desculpas, não porque tudo teve efeito (incrível o poder da internet quando algo viraliza), mas porque todo mundo apontou a babaquice.

os estranhos me acusaram de ser pouco atleticana, de prejudicar o clube. o mundo está ficando chato, me disseram. mas olha, que orgulho. faria tudo de novo. viveria esse dia de novo. e que a gente consiga mudar um pouquinho sim o mundo. :)

(senão ele, pelo menos o Galo. que vocês sabem, é sim um dos grandes amores da minha vida)

Só minhas

Eu tinha um site favorito de músicas por anos e anos. O 8tracks me embalou trabalhando, relaxando, na fossa e amando. Fiz mix lists lindinhas para amigas, para amores, para mim. O app era meu favorito, porque em dois cliques que descobria coisas maravilhosas e sempre encontravas as minhas listas amadas. Mas eis que ontem chegou um email falando que eles optaram por não serem globais, restringindo o serviço apenas para os EUA e Canadá (onde eles pagam royalties direitinho blá blá blá).

Dia 16 essa coisa maravilhosa deixará de funcionar para mim como APP e as listas terão acesso por playback (???) no youtube (!!!). Ou seja, o site perderá a magia.

Em 3 dias minhas listas lindinhas deixarão de ser ouvidas por mim mesma. Mas deixo aqui as favoritas para quem quiser ouvir o meu coração:


a primeira, curtinha de quando as listas só podiam ter 8 canções.


uma com o coração aos cacos, para lembrar que a fossa é inspiradora.


minha obra de arte (quêscara).


a última. com todo o amor dessa vida.

 

Quanto mais o tempo passa, mais aumenta a graça em te viver

Apenas uma dica: não namorem à distância.

Não mesmo.

Nunquinha.

Namorar à distância significa voltar para casa enquanto seu coração quase explode com a realidade que a cada segundo seu amor fica mais longe de você. Você pega o taxi chorando de soluçar. Chegar em casa e ver vazio o espaço que ele ocupava até poucas horas atrás então… é desesperador.

Não faz o menor sentido se submeter à um masoquismo desses. Não sei vocês, mas eu não sei aonde eu estava com a cabeça há 601 dias atrás.

(ao mesmo tempo, fui mais feliz do que nunca)